Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!

Lista de Desejos

domingo, 29 de dezembro de 2013

Tchau au pair life.

Depois de 10 meses que deixei de ser au pair eu apareço com um adeus? rsrs Mas senta aí que tem história, leia-se, reflexão. Desde 2005/2006 eu "queria" ser au pair, e a partir de então o programa sempre me vinha a mente e eu pensava "será"? Mas nunca era o momento, até que arquivei este desejo e segui em frente. Entrei na faculdade, comecei a namorar, quis ser au pair de novo, desisti, terminei a faculdade e chegou a hora. Toda preparação em si foi em 2011, preencher application, procurar família, parar e pensar nas implicações reais de sair do país... saí do Brasil dia 31 de julho do mesmo ano, dia 5 de agosto cheguei na minha família e assim foi até final de fevereiro deste ano... ou seja, saía ano e entrava ano e o tal programa de au pair estava indiretamente ou diretamente em minha vida.
Mas a vida segue e confesso que, achei que ia ser pior, claro que tem horas que a saudade vem de forma violenta, eu fiquei muito mal no aniversário da minha host em novembro, só queria voltar lá e dar um abraço em todo mundo, estar com eles mais uma vez... às vezes da um ciúmes haha, mas logo passa, porque acordo para vida real que eu tive minha chance, alias, tive muitas chances, inclusive de ter ficado por lá por mais tempo sabe? Mas eu quis voltar.
Eu nem posso falar que este ano eu tive uma fase transitória, pois eu mal cheguei e a vida deu aquela virada de 360º. Depois de quase dois anos sem estudar (exceto para a prova do mestrado), cheguei e as aulas começaram na semana seguinte... Só quem é de humanas sabe a extensão dos textos... rs Sofri demais, eu confesso! E depois teve o lance da bolsa, que eu não consegui e precisava demais! E eu que, tinha ficado tanto tempo longe do Fer, mal voltei e fui pedida em casamento <3.
Transição pra que né? Tempo para reclamar do Brasil eu não tive, o choque eu tive em novembro do ano passado, mas trabalhei meu emocional que minha vida seria aqui e ponto, engoli os choros e as comparações. Em junho comecei a trabalhar, o Fer se mudou para Minas, nosso apartamento ficou pronto, tive que me mudar, sozinha :(. Mas no meio dessas mudanças decidimos que era hora de marcar o tão esperado casamento! Se o tempo era curto com as aulas do mestrado, trabalho, os congressos, artigos, imagine planejando um casamento a distância e com pouca grana?
E assim que vou terminar 2013, de au pair indecisa com futuro, a mestranda, professora e prestes a casar! 2013 foi aquele ano de reviravoltas, de mudanças. Assim como 2011 quando tive que deixar tudo e ir para os EUA, que sofri, chorei hahah 2012 foi um ano dedicado a mim! Realizei sonhos imagináveis e 2013 eu consegui de volta o que tanto me afligia sendo au pair, minha vida profissional de volta, em todos os aspectos... Estudar, me desafiar, chorar de estresse, mas morrer de felicidade a cada artigo terminado.
Ainda foi um ano de reencontros, mas já disse sobre eles no post passado. 2013 me desafiou em todos os sentidos, já comecei de quarentena, sofrendo e chorando hahaha. Mas o momento mais difícil foi me despedir de todos nos EUA, dos meus amorzinhos, de seguir em frente... Meu voo de Denver a Miami foi tipo a Maria do Bairro em seus momentos trágicos, eu só chorava! Lembro até hoje a manhã do dia 24/02... A I estava doente e meu host tb, me despedi deles na cozinha, ela não entendia nada... Fomos para o aeroporto embaixo de neve, eu, a P, minha host e o M... Os olhos da minha host estavam cheios de lágrima no caminho, e ela segurou a minha mão, eu queria dizer "eu fico, eu fico" e o último abraço foi o mais difícil. Eu ia embora e eles ficavam e a P ganhava a melhor família do mundo. 
Então começarei 2014 sem vida de au pair, apenas com as memórias, os emails, os skypes e a vontade de voltar para visitar.
Vou dobrar minha carga horária na escola, em março subiremos ao altar, depois vamos para o Recife e Alagoas. E a novidade mais linda, mamis e Vini passarão uns meses comigo! Depois de dois anos.
Quem 2014 seja leve, muito leve, que o resto a gente corre atrás.

Obrigada 2013,
seja bem vindo 2014.

domingo, 8 de dezembro de 2013

I´ll be there for you

Se me perguntar do que eu mais sinto falta nos EUA, eu digo que é das pessoas, sem pensar duas vezes. Bem, mas como já tem muitas declarações à minha host family, hoje queria reafirmar a saudade e a importância da amizade.
Meu ano não seria nada se eu não tivesse tido pessoas maravilhosas comigo o tempo todo (não necessariamente todo o tempo, algumas se foram, outras mudaram, algumas se foram e voltaram), mas fato é que eu nunca estive sozinha.
Conversava com algumas meninas no grupo do FB antes de ir, perguntei tudo sobre a cidade, as pessoas, mas você nunca sabe se isto dará uma amizade duradoura. Mas eu tive sorte, uma das minhas melhores amigas eu conheci antes de chegar em Denver, então, chegando no Colorado eu não estava sozinha. E "amizade gera amizade", logo a amiga da minha nova amiga, se tornou tão minha amiga, que mesmo depois de mudanças, de termos voltado para o Brasil, já nos encontramos duas vezes. 
Se eu tivesse sozinha, não teria passado do quarto mês nos EUA com certeza. Se não fosse o apoio das meninas perto de mim, da Jéssica e da Lorena me aguentado via telefone, text, skype e etc, eu não sei como seria!
Fazendo a lista do casamento, que será algo bem íntimo, com pessoas queridas, fiquei tão feliz que tenho o nome de várias amigas que conheci nos EUA, que eu queria muito que estivesse aqui comigo. Ontem fui ao correio e a atendente:
"-Nossa, quantas correspondências para países diferentes. Você conhece muita gente."
E eu sorri. As amigas brasileiras que ficaram nos EUA, amiga da Bósnia, da Colômbia, Alemanha... Amigas que, apesar da distância, a gente da um jeitinho de se manter perto. 
Se au pair me fez valorizar ainda mais os amigos, e olha que sempre fui daquelas que põe amizade em primeiro lugar. Não apenas minhas novas amizades lá, mas meus amigos daqui. Afinal foram 1 ano e 7 meses longe, sem a cervejinha do final de semana, sem as risadas, sem os reencontros de sempre... Então, estar longe este tempo todo, mas ver que as pessoas faziam o esforço de estar contigo, é muito acolhedor. Quando eu estava nos EUA eu mandei cartões de aniversário, cartão de Natal, cartão postal, cartas... Tudo bem que quase não recebi de volta rsrsrsrs sempre via inbox. Mas eu entendo que não é todo mundo que gosta do bom e velho correio.
Mas eu lembro que voltar para o Brasil em novembro foi tão lindo. Os abraços no metrô de São Paulo, em Assis, em Londrina... 
Reencontrar a Mayara, a Lorena e a Letícia foi demais e sonho com o dia de reencontrar as minhas outras lindas. Quem sabe em março né? Viu, Jéssica, Tassi e Thaís, vocês estão intimidas a virem :D. Porque a dona Lorena linda já comprou as passagens e eu tenho fé que a Letícia vem também :)
Mas gente, sei que o post está longo e confuso, mas é que este é um assunto muito importante.
Sendo au pair eu apreendi com as diferenças... Da para contar nos dedos as amigas que eu tinha algo "em comum", mas a gente aprende a valorizar outras coisas em detrimento de certas afinidades. Você não precisa de amiga que gosta das mesmas músicas que você, dos mesmos filmes, dos mesmos livros ou mesmo estilo de se vestir. Você precisa de amigos que sejam bons, que vocês possam se divertir juntos, dançar até cansar, beber, rir, brindar e chorar. Você aprende a olhar e valorizar o além. Claro que é lindo ter alguém para ouvir Los Hermanos contigo, assim como ter alguém para dançar I´m sexy and I know it.!!!
Aproveitando o post, hoje é dia de uma amiga "do tempo de au pair" muito especial, a Thaís, feliz 23 anos de vida, sua linda!
Gente, aprenda a se desculpar, a dar segundas chances, a ceder, a ouvir... Aprenda do jeito mais fácil rsrsrs Mas é verdade, às vezes você viu aquela au pair uma vez e a achou chata e pronto, mesmo ela sendo sua vizinha, vcs nem tentaram se conhecer e pode ter perdido aquela amizade para vida toda.
E não é porque você fez amizade no treinamento e uma está indo para o Texas e a outra para o Colorado que a amizade terminou ali. Os dias de emails, skype e três dias com a Jéssica no treinamento foram mais que suficientes para ela ter se tornado tão essencial em minha vida. 
Por fim, assim como qualquer outra fase da sua vida você terá amizades passageiras, mas que naquele momento foi muito importante para ti. Amigas que eu queria que continuasse, mas por algum motivo, não deu... Amigas de fim de semana, amigas de balada, amigas de playdate, amigas lindas que moram do outro lado do país, amigas que deixam de ser au pair, vão embora e às vezes voltam, amiga que poderia ser tão sua amiga, mas chegou na cidade quando você estava indo embora... Amigas que nem são au pair... enfim, o importante é ter amigos e que eles te façam bem.
Eu me considero tão sortuda que tive amigas com todas as qualidades.

Dê valor nas amigas, segundas chances.

Eu acho que todas tem que fazer amizade pela pessoa e não nacionalidade, mas no meu caso, a maioria das amigas eram brasileiras, não teve jeito... rs

p.s tenho tanta foto de lá que da uma felicidade  e saudade de olhar. Mas não achei nenhuma com as meninas de Boulder (e região rsrs), e preciso de uma nova com a Jéssica. 










quinta-feira, 31 de outubro de 2013

E o namoro, como fica?!

Eu sei que já postei sobre ser au pair namorando, que eu deveria estar estudando/trabalhando, mas eu realmente AMO escrever, por isto passar aqui ainda é algo muito gosto :). Eu que sou apaixonada por blogs, tenho um outro, mas no fim do post explico melhor :p.

Resolvi escrever de novo sobre o assunto, porque, vira e mexe, tem post no "grupão" de futuras au pairs que namoram e querem saber se o relacionamento vai resistir ao intercâmbio. E claro, cada caso é um caso e vc tem que avaliar o seu relacionamento antes de decidir ser au pair (e manter o namoro). Porque né, se você acha que não vai ter futuro e realmente quer ir para os EUA, vá livre, leve, solta... Mas se, você quer continuar namorando e aproveitar a chance de viajar, se jogue também e tudo vai dar certo.

Eu, Vanessa, sou particularmente contra (pra não ser mais profunda...rs) de meninas que vão para os EUA e só ficam em casa! E assim, não porque querem, mas porque o namorado "não deixa" sair, "não gosta" que tenham amizades, não gosta que a menina saia e se divirta. E eu me pergunto, qual o propósito de passar por tantos desafios e não aproveitar nada? Ou meninas que mentem, esconde, vivem literalmente uma vida dupla.

Se no Brasil, morando com o Fer lindão eu nunca abri da minha vida individual, não seria nos EUA que ia fazer isto né? Claro que, dependendo do caso, é mais difícil para quem fica (sim gente, estou vivendo o outro lado...rs), mas você não pode esperar que a outra pessoa congele a vida à sua espera, e você deixe de viver por causa dele. Isto, na minha humilde opinião, não é prova de amor e sim de imaturidade.

Não sou nenhum exemplo, quem me conhece melhor sabe minha história em relação a namorar a distância, mas eu NUNCA menti, enganei, escondi algo do Fer ou pior, nunca deixei de viver por causa do nosso relacionamento, vivemos juntos a nossa vida, mas de forma saudável. Quantas vezes eu insisti para ele sair com a galera, viajar, fazer algo e aproveitar. E Ele NUNCA questionou nenhuma atitude minha. Claro que, já levei umas broncas por "sumir", mas nem era sumir, era o maldito fuso-horário e nossos desencontros que nos impediam de conversarmos mais. Mas sempre dava um jeito de mandar mensagem avisando "hoje não vou entrar na net, nos falamos amanhã, te amo" e o contrário também.

Ou seja, você não precisa escolher namorar ou ser au pair, é só achar o equilíbrio de forma saudável. Esses dias mesmo conversando como uma colega que tinha namorado no Brasil e terminou quando voltou, ela me disse "poxa vida, se eu soubesse que a gente não tinha futuro, eu teria vivido muito mais e nem falo de conhecer outras pessoas, mas de ter feito o que tinha vontade, como simplesmente ter ido a balada numa sexta à noite". Gente, nem que vocês não terminem, relacionamento nenhum vale a pena se vocês se arrependerem da vida que tiveram juntos, se você abriu mão de ser você ou fez com que ele abdicasse de amigos, família e afins.

Cada vez que leio, ouço, vejo alguém falando que "proibiu" o namorado fazer isto ou aquilo, quero morrer! Tá, cada um sabe o relacionamento que quer para si, mas a mesma pessoa que odeia que o namorado a proíba de sair, é a que faz a mesma coisa! Ou reclama que abriu mão de tudo para ficar com ele.

Mas o que quero dizer que, o namoro pode ficar muito bem e "sobreviver". Que mesmo longe, seu namorado pode ser seu melhor amigo, seu apoio nas horas difíceis, alguém que vc divida seu dia, seus medos, sua felicidade, mas tem que ser sempre algo positivo, que some algo a tua vida e não que tire teu sono, te faça se sentir insegura, enfim.

Valeu a pena ser au pair com namorado? Sim, muito! O apoio do Fer foi fundamental para todo o processo e para minha estadia nos EUA.
Foi como eu esperava? Não...rs Nunca, na vida, no momento que embarquei, achei que voltaria "solteira" para o Brasil. Mas nada que, teu coração acelerando loucamente, que três semanas juntos não te faça entender uma vez por toda que ele é o homem da tua vida.

2 semanas depois de completar um ano que voltei para o Brasil (março de 2014), estarei "subindo" ao altar com o homem da minha vida, que me fez, nos momentos difíceis, acreditar que ser au pair valeria muito a pena e sem me pedir nada em troca.

Então, o namoro fica bem, se desfaz, melhora, piora, depende do posicionamento de cada um.
E não se sinta egoísta em se jogar em uma aventura sua, não passe vontade.

Beijos meninas e meninos.



Happy Halloween

  • Outubro de 2011 foi o pior momento da minha vida de au pair.
  • Outubro de 2012 foi lindo, eu estava radiante!
  • Hoje, estou muito feliz e em paz comigo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vim embora pra Pasárgada

"E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada"  Manuel Baneira


Boa noite meninas e meninos, tudo bem? Espero que sim! Só vim para dizer que setembro foi rasteiro e deixou agosto para trás, e se aquele mês demorou a passar, este está voando que só! Só não está passando mais rápido porque não chega quarta-feira nunca, e o Fer lindão não chega logo :(.

Estava com este poema na cabeça, Bandeira é lindo e lembro a primeira vez que o li na escola, estava no segundo ano do Ensino Médio e apesar de ter uma mente ainda "limitada" rsrsrs lembro que ele me tocou muito. Claro que primeiro a gente fez graça até não poder mais, mas depois no focamos no real sentido do poema.
Eu nasci procurando a tal Pasárgada, talvez porque com dois anos já descobri o que era a distância e que ela estaria sempre entre as pessoas que eu amava e eu. Vai fazer sete meses que eu voltei e às vezes tenho uns flashs de Denver e sinto muita saudade, mas morro de saudade também da minha mãe.
Já comentei aqui, mas vou me casar em março do ano que vem, e queria minha mãe aqui pertinho neste período preparatório, porque ficar se matando por Imessage e FaceTime não está dando não!...rs

Mas queria falar um pouco da minha rotina pós-au pair que já está um pouco estabilizada.
Segunda-feira: dou aula de manhã, escrevo minha dissertação a tarde, dou um pulo na academia e trabalho um pouco a noite.
Terça: vou pra academia assim que acordo, escrevo minha dissertação, a tarde leio os textos de aula e vou para o inglês (semana que vem começo ter aula a tarde também).
Quarta: dia de preparar as aulas, fazer faxina, malhar e estudar um pouco.
Quinta: o dia mais louco da semana, saio cedo e vou dar aula, corro para uel, tenho aula a tarde e a noite, saio de casa antes das 7 e volto perto das 9.
Sexta: academia pra compensar a quinta que não posso ir, aula a tarde e a noite estudo, faço meus artigos, leio textos...
Fim de semana: dia de ver a família, estudar feito uma condenada, ir para academia, preparar aula. Ou seja, dia off é algo que não existe na minha vida e duvido que vá existir algum dia.
Além de tudo isto estou planejando os detalhes do casamento, que ora são lindos, outras estressantes, ainda mais com o Fer longe e temos que fazer tudo a distância. Casamento requer muito tempo e paciência. Apesar de ter uma rotina bem cheia, ela é bem diferente. Primeiro que dar aula sempre é uma aventura, boa e ruim... rs Hoje mesmo foi um dia tenso, mas outros são maravilhosos. Assim também é com mestrado, tenho a fase de terminar capítulos, fazer artigos, ler para as aulas... E ainda tenho o inglês e academia. Voltei a malhar pra valer, 5 vezes por semana, incluindo sábados e domingo. Aqui é outra coisa, apesar da academia ser humilde, o fato de termos instrução o tempo todo é outra coisa, fim do mês mudo de treino e pretendo emagrecer e ganhar mais massa magra, mas felizmente emagreci 2 kg e pouco nas últimas semanas. Tomei vergonha na cara, 6 meses pra comer o que estava com vontade foi mais que suficiente.
De novidades vamos ver, vou ter um irmãozinho! Da pra acreditar? Eu com 25 anos, sendo irmã novamente. Meu pai gosta dessa coisa de esperar! rsrs Estou feliz, todos estão ansiosos para saber se será uma baby girl ou baby boy.

Gente, não basta o Colorado estar inundado (está melhorando), ontem choveu tanto em Londrina, 136 mil casas ficaram sem luz e água, minha vó ficou quase 30 horas sem luz... A cidade ficou devastada :(.

Notícias boas: além do Fer chegar, domingo é o Chá Bar de uma grande amiga minha e mês que vem será o casamento, estou tão feliz por eles!

Estou precisando relaxar, de férias, porque desde 2011 eu não parei. A única fez que fiquei "à toa" foi no Japão na minhas férias, nas outras viagens eu mais cansei que tudo :(. Mas apesar da falta de dinheiro, de estudo estar corrido, eu estou muito, mas muito realizada! Com maior aperto e sufoco temos nosso primeiro carro, primeira casa, estou gostando do mestrado e adoro dar aulas... E gente, VOU CASAR COM O HOMEM DA MINHA VIDA!!!! Além de casar com homem da minha vida, espero de coração que nossos amigos estejam conosco nesta data especial, inclusive amigas ex-au pais que são fundamentais na minha vida! Espero minhas mineiras lindas aqui: Lores, Jéssica e Letícia :D.

Acho que por hoje é só :)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Se eu soubesse antes, o que sei agora


... Eu teria ficado pobre, mas teria ido para New Orleans!
... Eu teria falado o que pensava na hora, não ia ter guardado sentimentos que me angustiaram por dias a fio.
... Eu teria chorado mais com as pessoas e ter guardado menos só para mim.
... Eu teria explorado Denver muito mais, o Colorado de forma geral, eu não pensaria tanto "eu tenho tempo".
... Eu teria comprado aquela maquiagem que fiquei com vontade, o óculos que eu namorei inúmeras vezes na Ross, eu teria investido mais e mais.
... Eu teria insistido mais para meu boy ter aprendido português desde o começo, eu teria brincado mais com ele de super herói.
... Eu teria considerado estudar mais, algum curso diferente. Ter lido mais em inglês, ido mais ao cinema, ido ver o Ballet Municipal.
... Eu teria ficado menos em casa quando eu achava que era o melhor a fazer, ter sociabilizado mais mesmo nos dias "ruins".
... Eu teria bebido até cair, ter aproveitado as quintas-feiras de bebida free e as sexta com open bar por cinco dólares.
... Eu teria experimentado mais o mundo em forma de "culinária", teria ido a mais mexicanos de verdade, a restaurantes etíopes, indianos, israelense...
... Eu teria aproveitado mais minha host family, principalmente no começo, deveria ter pensado mais, falado mais, relevado mais.
... Eu deveria ter feito o possível e o impossível para ter ido em mais shows.
... Eu deveria ter visto um filme no Red Rocks.
... Eu deveria ter andado mais de bike no Wash Park, ter feito mais bonecos de neve, ter tido mais sinais de "surpresa".
... Eu deveria ter aproveitado mais meu primeiro inverno.

Mas eu não teria feito (quase) nada menos.

6 meses como ex-au pair e a vida segue, e segue muito bem, obrigada :).

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Morreria pra ter aqui!

Gente, faz tempo que queria escrever sobre o que eu sinto falta nos EUA, coisas "práticas" que faziam parte do meu cotidiano, mas como estava de mudança, fim de semestre e esta semana minha fonte pifou, acabei adiando mais um pouco, mas vamos lá!

Bibliotecas públicas
Eu morro de saudades de ir às bibliotecas, meu hábito começou quando comecei levar minha (então) baby para as atividades lúdicas, às vezes leva meu boy junto, mesmo que fosse mais no fim da tarde para eles brincarem. Criei um hábito de sempre pegar livros para as kids e às vezes filmes.
Mas o vício maior era meu! Às vezes pegava uns 7 filmes, você pode ficar uma semana e renovar para mais uma, nem sempre eu encontrava o que queria, mas sempre pesquisava em casa e já sabia o que pegar. O mais legal é que a rede de bibliotecas possibilita que você pegue material o devolva em qualquer uma, não necessariamente aonde você o retirou. Além de ser totalmente gratuito, os espaços eram ótimos, sempre pegava vários livros seja para passar o tempo ou para estudar inglês (TOFEL), eu sinto muita, mas muita falta! Toda semana eu TINHA que ir para alguma biblioteca. Os horários de funcionamento variam, mas sempre tem uma aberta até mais tarde (tipo 8 ou 9pm) e aos sábados.

24 Hours Fitness
Já tinha começado ir à academia outras vezes, mas nunca levei a sério. Nos EUA, durante um ano eu ia praticamente todos os dias! Na minha cidade esta rede custava 35 por mês, as meninas pegaram promoção mais barato, em outras cidades tem redes mais baratas, mas eu amava! Pelo mesmo motivo, poderia usar qualquer academia da rede, sempre acompanhava os horários de Zumba, Body Pump e outras aulas de cardio, então sempre dava um jeito de ir, ou do lado de casa ou mesmo mais longe. Ficava off e já correria pra academia, se tinha que trabalhar a noite, ia antes da aula, dava um jeito! Eu achava que as academias eram bem completas, muitos aparelhos e bem organizadas. Tinha dia que eu nadava, ficava na sauna, enfim, sempre aproveitei toda a estrutura.

Drive-through ou Drive-thru
Como sinto falta gente! Não só de fast food, mas quem nunca foi salvo por um quando mal tinha tempo de comer pra correr pra aula, academia ou no fim de balada? No caso dos fast food, além da praticidade o preço, claro. Mas sacar dinheiro era bom demais! Não ter que procurar estacionamento, só abaixar o vidro e pronto. Sempre ia no do Chase, do Kokoro (rede de comida japonesa), era tão felliz!

Dias de semana com cara de fins de semana
No Brasil é fato, não me dou o luxo de sair pra jantar, salve raras exceções de fome extrema ou de tédio, aí vamos comer algo, mas não que seja uma prática recorrente. Mas morro de saudade de sair com as meninas, ir ao cinema de terça-feira (mesmo que fosse o mais barato, pra ver filme que já tinha saído de cartaz), comer uma pizza, uma comida mexicana, fazer qualquer coisa pra quebrar nossa rotina de dia de semana. Quando penso nisto, da um aperto, uma saudade tão intensa das minhas lindas e da nossa vida, que aprendemos a construir e aproveitar nos EUA.

The Tavern 
Como não morrer de saudades do nosso bar santo de toda quinta-feira com free drink pra gente?! Poderia ter trabalhado 12 horas no dia, ter que acordar as 6am no dia seguinte, nem se fosse para dar uma passada e tomar umas duas cervejas, a gente tava lá! Rose, Letícia, Mayara mais no começo, depois que a Mayara voltou passamos ir mais ainda, aí chegou a Thais pra me fazer dançar... A Crisnna, Robertinha, Roberta, Anne, Shane, Bresley, tanta gente! Até a Belle foi pra lá com a gente. Meu Deus, aquele lugar marcou meu ano, não foi a toa que foi onde minha despedida começou, com a presença da Paty, da minha host. SAUDADES (melhorar para este tópico pra não chorar).

Falar inglês
Eu que falava pouquíssimo devido as minhas amigas brasileiras (que nunca abri mão de ter), sinto falta de falar inglês! Quando minhas amigas da Finlândia ficaram aqui em Londrina, foi tão gostoso falar inglês! Não sei explicar porque, nunca liguei muito para a língua, mas sinto saudades. Sinto saudade das conversas com minha family, de ouvir o povo falando nos lugares, a mesma coisa com o português (que eu nem senti tanta falta devido a amizade brasileira).

Dirigir sempre
Eu amo demais dirigir e morro de saudades do "meu" carro, da companhia das crianças, de estar sempre em movimento. Acho que associo a minha vida lá em sempre estar fazendo algo, ou dirigindo para algum lugar, sempre saia com as kids, todos os dias, então estava sempre ouvindo Galinha Pintadinha ou alguma música na rádio.
No Brasil eu dirigia moto, e morria saudades de ter um carro, nossa como sofri no trânsito no começo, tinha até medo de dirigir sozinha, mas aí não teve jeito. Mas finalmente compramos um carro, e tenho um carro pra chamar de meu novamente, foda é pagar gasolina pra tudo... rs Agora tenho noção de como carro gasta (eu pagava a minha gasolina do fds, mas tinha mais dinheiro que agora).

Não ter despesas
Hoje mesmo estava fazendo a minha planilha de conta pro mês que vem e lá se foi meu salário! Ganhar semanalmente, sem ter obrigações é bom demais! Nem sei se um dia terei esta sensação de ter "dinheiro pra gastar como bem entender".
Espaços públicos, espaços
Morro de saudades de andar no Wash Park, de ter passado a primavera, verão e outono inteiro lá! Mesmo parte do inverno. Saudades do Jazz no City Park, dos churras, de jogar vôlei.  Saudades também do zoológico, dos museus, de tudo! De sempre ter o que fazer, além do óbvio.

Nossos fins de semana 
Como a maioria da gente está lá por tempo determinado, temos aquela sensação de querer aproveitar o máximo possível. Seja indo pras montanhas, alguma trilha nova, ir ao outlet, curtir o clube, ir pro parque ou mesmo se preparar pra noite! Apesar do lugar ser meio esquisito, fui tão feliz com 5 dólares do Jacksons pra poder beber a vontade até meia noite! O The Tavern do centro, o lugar dos 500 shots de vodka, a pizza sagrada do pós balada, nossos mini-esquentas, idas a Boulder, badala gay. A verdade que mesmo quando eu estava meio deprê, sem dinheiro ou sem poder sair para estudar e a gente reclamar que tudo era a mesma coisa, a gente se divertia, se completava! Confesso que agora, pela primeira vez, deu uma vontade voltar e viver tudo um pouco mais, embora isto seja impossível. 

As estações de ano definidas
Seja nevando, seja com aquelas folhas laranjas lindas, no calor insuportável ou na primavera encantadora, viver cada estação do ano me fez uma pessoa mais feliz! Prometi a mim mesma que ano passado nada me deixaria triste e assim foi, curti o verão, as flores e folhas e mesmo o inverno, sinto saudades de ver as montanhas no "fim" da highway...
Não necessariamente nesta ordem!
É isto! Hoje faz exatamente 5 meses que eu voltei e a vida não poderia estar melhor, aliás, poderia, o Fer lindão poderia estar morando aqui, comigo, no nosso apartamento novinho em folha, mas está lá batalhando para o nosso futuro. Tenho meu primeiro emprego desde que voltei, meu primeiro semestre do mestrado foi ótimo, fiz um teste de nivelamento e fiquei no último nível de inglês e a vida segue! Mas estou com saudades de lá, demais. Deixando claro que este post foi para falar de "coisas", "hábitos" que sinto falta, se eu falar da minha família eu choro. Como disse, eles me ligaram ontem e a vó continua a mais linda, sempre me mantendo atualizada de tudo e perguntando todos os detalhes da minha vida aqui.
Novidade do ano: vou ter um irmão! Meu pai vai ter um filho na prorrogação do segundo tempo... rs

sábado, 13 de julho de 2013

É tempo de travessia...

Simples e complicado assim, como qualquer tempo de mudança.

(que saudades que deu do blog da Lores)

Hoje é meu último dia no apartamento que moramos desde fevereiro de 2011, antes de eu ir pros EUA e estamos mudando para o nosso apê novo, aliás, eu estou mudando sozinha porque o senhor Fer lindão resolveu passar num concurso e se mudar pra Minas Gerais e nem foi pra parte legal, pra eu poder visitar as minhas linhas.
Falando nele, daqui meia hora ele chega, depois de quase 20 dias sem vê-lo estou contando os segundos, mas como nem tudo é maravilha, daqui a pouco chega meu sogro e o tio dele, ou seja, curtir o amor só a noite e olhe lá, porque estamos de mudança.
O Brasil continua lindo, agora mais ainda porque tenho um emprego! Todas vibram :D, não é o suficiente pra pagar minhas contas, mas ajuda né? Ainda torcendo pro estado me chamar, ter três empregos e surtar rsrsrs porque o mestrado é um emprego e tanto! Estou de férias, terminei 2 disciplinas e já tinha cursando outras antes de ir pros EUA e consegui aproveitar, então teoricamente eu só tenho mais uma obrigatória, mas ofertaram duas disciplinas "supimpa" e não resisti, me matriculei. Até outubro meu primeiro capítulo tem que estar lindo e pronto, e todas choram!
Tenho outras novidades, mas conto semana que vem, muitas novidades!
Gente, o casório ta chegando, menos de 8 meses pra dizer sim sim sim sim sim sim e sim pro Fer, não vejo a hora! Semana que vem acertamos o local da recepção, igreja, foto e filmagem já estão ok. E meu vestido, claro!
Quarta minha host me ligou, fiquei tão feliz porque nos falamos por um bom tempo, ela, meus lindinhos e até a Dixie (doodle) falou comigo, vontade de pular na tela e morder aqueles lindão e dar um abraço bem forte na minha host, sinto muito falta de conversar com ela e com meu host, muita mesmo. Mas ainda bem que a vó linda nunca me deixa desatualizada, trocamos emails gigantes toda semana, assim ela sabe de tudo que acontece aqui e eu o que acontece lá!.
Tenho que ir buscar o amor da minha vida, volto da casa nova.
Beijos!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

E se eu fosse rica?

É sempre assim, penso em uma coisa, mas escrevo sobre outra. 

Título parece besta, mas vocês vão ver que faz sentido. Sempre rola uma discussão no grupo Au Pair (mais conhecido como "grupão") sobre o intercâmbio, algumas meninas decidem ser au pair porque é a forma mais barata e "fácil" de ir para os states, outras depois de estar lá repensam a sua decisão e acham que se tivesse parado pra pensar, analisar, não teria ido nessas condições.
Eu mesma sou parte da primeira opção...
Mas, e se eu fosse rica, será que eu iria como Au Pair?
Mesmo se eu fosse rica, eu consideraria esta opção, porque foi o segundo intercâmbio que me interessou, o primeiro foi "high school" nos EUA, eu ia fazer (mesmo sendo pobre), mas desisti e pesquisei outros cursos de línguas, em vários países, mas o de Au Pair sempre me chamou a atenção. Primeiro de tudo era porque eu queria "viver uma experiência cultural" antes de tudo, e morando sozinha ou com outros estudantes não ia rolar nunca, nada melhor que viver numa família americana, tipo aquelas de filmes e seriados que a maioria assiste e uma experiência a "longo" prazo. Além disto, apesar do cansaço final, eu sou louca, louca, louca e alucinada por crianças, desde que me entendo por gente, sempre fui, talvez porque era filha única até meus 10 anos e logo tive a responsabilidade de ajudar e depois a criar meu irmãozinho e sempre cuidei das crianças alheias.
Ok, viver uma experiência cultural, trabalhar com crianças já são motivos mais que bons para ter escolhido esta vivência e somado a isto, pensava que um ano seria um tempo bom pra conhecer novas pessoas, viajar, melhorar meu inglês e me desafiar enquanto pessoa.
Eu sempre fui muito focada, apesar de querer o mundo, sempre tive algo concreto na vida. Estudar muito, ir pra faculdade, estudar mais ainda, começar a pós, dar aulas e etc, então eu precisava de algo que me desafiasse em outro aspecto, que me permitisse "não ter responsabilidades". Se eu fosse pro exterior fazer um curso em específico, eu teria isto como compromisso, mas eu não queria... Tanto que nem estudei tanto, fiz cursos de inglês e passei os últimos meses estudando para a prova do mestrado, mas pela primeira vez na minha vida, eu vivi por mim! Gastava comigo sem dó, não tinha que me preocupar em pagar aluguel, telefone, tirar xerox, não tinha que me preocupar com o texto da próxima aula, com o dia de amanhã, com as minhas obrigações em casa.
Ser Au Pair foi libertador e um exercício de paciência sem igual, eu aprendi a "relaxar" mais, a viver mais, mas ao mesmo tempo tive que aprender a viver no espaço do outro, de estar na casa de outra pessoa, de me controlar quando sentia vontade de algo, tive que aprender a chorar sozinha, descobri que era uma manteiga derretida... Aprendi a ser menos rude, a ser menos dramática, mais direta.
Claro que a minha resposta é esta porque eu tive uma família maravilhosa, amigos inesquecíveis e oportunidades ímpares, mas eu me conheço, se a minha família fosse ruim, eu trocaria, ficaria sem, voltaria. Eu não saí de casa, não larguei amor, família, trabalho, estudos, pra viver algo que eu não tinha planejado.
Tem dias que eu lembro o sentimento que eu tinha antes de ir, dos quase seis anos que namorei o programa, como eu imaginava que seria... Foi tudo tão diferente, tão mais intenso, mais dolorido e mais lindo, mas agora, depois de quatro meses parece tão distante. Sério, às vezes eu me pego "lembrando" de uma rua, de como era ir de casa até a escola das minhas kids (boba chorando agora, porque bateu uma saudade, mas a linda da P vai conversar comigo e com as kids mais tarde) e gente, parece um sonho! Não sei se é porque a minha vida de lá para cá é completamente diferente, mas parece uma realidade tão, mas tão distante. Mas aí imagens como esta me vem a mente e eu consigo sentir como era dirigir por lá, ouvir eles cantando e bate uma saudade absurda.
Até o tempo mudou de dimensão, agora voltei a viver pelo agora e não como no começo do meu ano que contava os dias para o final ou no final que me apavorava a ideia de voltar...

"Se eu soubesse antes o que sei agora
Erraria tudo exatamente igual..."

  • Quatro meses de Brasil e estou mais que adaptada.
  • Revi as minhas lindas, Lorena, Letícia e conheci a Carla Lorena, a piruinha da Jéssica me abandonou.
  • Nosso apartamento ficou pronto, logo me mudo pra lá.
  • Marcamos finalmente a data do nosso casamento.
  • O amor da minha vida se mudou pra Minas.
  • Estou louca precisando de férias, mas feliz como quase tudo está indo.
  • Voltarei mais vezes :).


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Existe vida pós Au Pair?!

Existe e é corrida.

A vida pós au pair é completamente diferente do que tu viveu nos EUA, em todos os sentidos! Pelo menos a minha é, como já disse milhares de vezes aqui no blog, sou pobre no Brasil...rs Não que nos EUA eu fosse rica, mas além de ter carro, não ter preocupação sobre contas no fim do mês, eu tinha 220 dólares pra gastar comigo da forma que eu quisesse, e isto era: comprar, sair pra comer e viajar! Realidade bem diferente aqui, é muita conta, nada de renda entrando, uso a moto do Fer e dias de chuva vou de busão...rs Aí o povo pensa, "nossa que vida pós au pair mais miserável e sem graça", mas não.
O mestrado me consome e a falta de trabalho está sendo de certa forma bem produtiva, já participei de dois eventos, sábado estou voando para um outro  e me inscrevi para mais dois, ou seja, cinco artigos até agosto, é muito bom! Se eu tivesse trabalhando, não teria tempo pra essas coisas, e neste mundo louco, produzir, produzir e produzir é a forma de se destacar. Mal entrei no mestrado e já tenho que focar no doutorado.
Além das aulas, do meu curso de inglês on line, sempre vou visitar minha vó, minha madrinha e estou aproveitando muito meu amor, porque estamos prestes a viver grandes mudanças. 
Dentro disto tudo, tentamos planejar um casamento, mas por ora falta tempo e dinheiro, principalmente tempo, mas tenho uma impressão que o segundo semestre será mais "leve". Depois de ser au pair já ganhei um noivo, já comentei aqui e mês que vem começamos a organizar nosso apartamento novinho e folha, amanhã ou depois pegaremos a chave. Colocar piso, comprar o que dá agora e mudar. Confesso que estou apreensiva sobre, atualmente moramos no centro, perto de tudo, no meio do caminho entre a UEL e minha vó, mas aí vamos mudar pra Zona Sul, mais longinho, veremos como vai ser.
O que mais?! Como disse dos dois eventos, um foi em Irati, no sul do Paraná, foi bate e volta, mas bem interessante. Outro adivinhem? Na minha querida Assis, na minha amada UNESP! Foi muito gostoso, passei quatro dias lá, revi alguns amigos, professores queridos e curti minhas lindas, seis anos de amizade! Mas tive que voltar as pressas, mas tudo bem.
Meus fins de semana são bem mais calmos, a gente vai pra casa, fica vendo filmes e seriados ou saímos pra comer. Claro que seria mais feliz com dinheiro, estou na espera do PSS, do processo em relação a bolsa, enquanto isto tenho um anjo chamado Fer lindão que me ajuda de tudo e me faz feliz diariamente. A vida pós au pair é muito boa e cheia de saudades.
Ainda falo com a avó sempre, quinta minha host me mandou um email tão lindo, agradecendo o cartão dos dias das mães e o disse que eu escrevi exatamente o que ela precisava ouvir, disse que sentiam muito muito muito a minha falta e que me amavam muito muito muito, desse jeitinho e mandou uma foto linda dos três, nem preciso que fiquei radiante de felicidade.
Semana retrasada a P me ligou no Skype, o M estava dormindo, mas conversei com a I, gente, meu bebê delícia é uma menina grande, linda e sapeca! Foi tão lindo vê-la, ouvi-la me chamando de "Checha", que saudades que me deu. Na sexta eu a P ficamos 2 horas no skype quase, adorei! Botar o papo e fofoca em dia, nossas kids estão bem cuidadas e amadas :).
Neste tempo aqui revi a Mayara, minhas amigas de faculdade e estou prestes pra rever minhas mineirinhas lindas, Lorena, Letícia e espero de coração, a Jéssica!
Eu acho que esta viagem me deu fôlego, esperança sabe? Eu achando que não ia viajar tão cedo, que tudo ficaria igual, mas nada quem um cartão de crédito, um evento e o melhor motivo do mundo para animar a minha vida. 5 dias pra ver a Lores, 12 dias pra ver a Lê e a minha piri linda.
Eu tenho tantos planos que tem noites que eu nem consigo dormir...rs Um casamento, uma mudança, uma grande e outra pequena viagem, alguns reencontros!
Logo farei 25 anos e mais uma vez, muito, mas muito satisfeita com a vida que tenho e onde eu queria estar. Nem nos sonhos mais iludidos de menina eu achei que teria uma família tão linda, um amor perfeito, amigos, uma carreira que, apesar de estar em construção, que eu adoro e tenho maior orgulho, além de ter conhecido já parte do mundo.
Realizando sonhos sempre, traçando novos também. Reencontrar minhas lindas, conhecer Ouro Preto, é muita felicidade pra uma pessoa só.

Letícia, Lorena e eu- New York, 2012 e agora B.H.
Jéssica, PRECISAMOS DE VOCÊ!

O que já fiz neste pouco mais de três meses de Brasil:
  • Engordei e estou tentando correr atrás do prejuízo.
  • Fui para Marília e Assis- SP. Irati e Maringa-PR
  • Planejei outra viagem.
  • Deu a louca e cortei o cabelo MUITO curto.
  • Chorei de saudade da minha família e das minhas amigas.
  • O inverno chegou, mas aqui parece muito mais frio.
  • Terminei um livro "minha vida de menina" (sem ser da faculdade)
  • Terminei dois artigos, comecei outros.
  • Noivei.
  • Ainda não consegui marcar a data do casamento.
  • Depois do iPhone, nunca mais usei minha máquina.
  • Constatei o que sabia: sou loucamente apaixonada pelo Fer.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Warning Sign

Hoje eu comentei com a minha amiga, que às vezes, só às vezes, eu queria ser diferente! Eu queria ser tranquila, passiva, eu queria viver a vida da forma mais simples, fácil. Ser uma pessoa menos teimosa, uma pessoa menos aflita com o mundo, uma pessoa mais conformada. Talvez, mas muito talvezmente, eu seria uma pessoa mais feliz.
Nasci assim, com a alma inquieta, coração descomportado, mente sempre funcionando, a mil, a cem mil por hora! De fora parece fácil, mas no fundo é, porque não é cena, eu sou assim, eu nasci assim e me materializei em uma das pessoas mais teimosas que eu conheço. Sou teimosa e quero agora, sou teimosa e inconformada, para o bem e para o mal. Mesmo para o mal, na verdade é para o bem, porque no fundo eu sei que jamais viveria a vida de forma incompleta, parcial.
Mas eu sou sensível, mas eu sou forte, mas eu quero o mundo, mas às vezes eu desisto antes de se tornar realidade. Na verdade eu desisto se não for o que eu realmente quero. Sou geminiada e indecisa, mas eu sei muito bem o que quero e faço valer minhas vontades.
Foi assim quando vim para o Brasil com 15 anos e aos 16 implorei uma vaga no Champagnat, foi assim que conquistei a amizade de alguns professores e a antipátia de outro. Assim que fui sozinha para Porto Alegre, que cheguei em Assis com 50 reais na carteira, sem conhecer ninguém e sem ter onde morar. Foi por isto que briguei para ter aulas, que dormi no saguão de letras, que briguei tanto com o Fer e com a minha mãe. E sou teimosa.
Teimei que ainda conheceria aquela terra familiar de filme, que conheceria a Europa, que abraçaria o mundo e que faria novas amizades. Foi assim que tirei forças do além e dele, para estudar, para passar, para voltar e começar minha vida aqui. Sendo teiomosa estou sofrendo mais uma vez, na pele, de forma bem dolorida, o preço de ser ouvida neste mundo meio cruel.
Mas teimosa do jeito que sou, eu ainda acredito na justiça, eu acredito nas pessoas, eu acredito no amor! Em relação a este parei de ser teimosa, ele me conquistou e sou dele, e ponto.
Quando comecei a escrever aqui, eu queria ser quem eu não sou, pra buscar uma felicidade que não seria a minha felicidade e uma passividade que jamais fará parte de mim. Eu posso ter conhecido um outro lado, posso ser aquela "sweet girl" que minha família tanto falava, mas ainda me surpreendo com o grau de convicção que eu acredito e luto pelas coisas. Mas aprendi também a ceder um pouco, desde que seja algo de dentro pra fora, nunca imposto.
Eu precisava disto, de falar, falar, falar. Ser quem eu não sou não resolverá meus problemas, mesmo que o "meu ser" seja o causador deles. Mas é só um sinal de alerta quanto eu quero ser o que não sou.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

2 meses e o contato com a host family (ex)

O (ex) foi apenas um meio explicativo, porque para mim eles sempre serão a minha familía americana! O post foi sugestão da Cláu, eu estava pensando em escrever sobre isto, mas queria esperar um pouco, porque todo começo é meio incerto e ainda tem aquela questão emocional.
Hoje eu me dei conta que já é dia 24/04, dois meses desde que saí de Denver! O tempo pra mim ganhou uma dimensão diferente, na verdade voltou ser o que era, então perdi a noção de tudo e já se foram dois meses. Pra mim passou voando devido a correria da minha vida, semana passada e esta semana está sendo as mais loucas, por isto aproveitei um momento de folga pra vir escrever (folga forçada).
Eu fiquei visivelmente abatida em setembro quando achei que viria embora em novembro, emagreci, chorei, sofri, morria de medo da hora de despedir da minha família e sofri demais. A mesma coisa em janeiro, mas desta vez eu sabia que voltaria para o Brasil para seguir a minha vida, com um motivo concreto e devido a correria de volta pra casa tem dias que estava muito triste, mas na maioria estava tudo corrido e eu queria era curtir minhas crianças, meus host e meus avôs.
Quem acompanha minha história sabe que além de ter tido uma host family incrível, sabe que eu era totalmente alucinada pelos pais da minha host e tinha um carinho enorme pelo os do meu host, sempre tivemos uma relação muito íntima , afetiva e com muito amor e respeito. Tanto meus host como os pais da minha host sabiam tudo de mim, a avó sempre foi minha amiga, minha conselheira, minha linda... Desde o começo, quando eu passava os dias com ela. 
No meio dos meus transtornos e do flu, minha host me mandou uma text dizendo que me amava muito e prometeu que nos veríamos de novo! Eu acreditei. Eles prometeram que vão tentar vir pro nosso casamento, caso não consigam, que podemos nos encontrar em algum país (tipo México) e claro, as portas estão abertas para eu visita-los. Eu sei que se eu quisesse ter ficado pra sempre lá, eles iam me ajudar, mas eles sabiam que eu precisava vir. Nossa relação sempre foi tão intensa (no lado bom e ruim) que eu achava que não ia viver sem eles, porque quando eu fui, eu sabia que voltaria e reveria todos meus amores. Mas e eles, quando os veriam de novo? E minhas kids?
Gente, cobrar família perfeita, todo mundo cobra, agora querer ser uma boa au pair é outra história. Podem falar qualquer coisa de mim, mas ninguém pode falar que eu não amo aquelas crianças, que eu sou apaixonada por elas e sempre fui completamente envolvida. Sempre fiz questão de brincar, educar, amar, registrar cada momento. Chorei e me emocionei demais com eles. Nas primeiras semanas eu sonhava demais com eles e chorava muito.
A escolha de uma au pair brasileira era para ela continuar com o português, mas também facilitasse o meu contato com as kids e confesso que fiquei muito chateada no meu primeiro mês. Eu tentava de todas as formas marcar um skype com as kids e a nova au pair, saber deles, trocar mensagem e nada. Alias, tive notícia na primeira semana, os vi um pouco, mas depois nada. Minha host me ligou no facetime e nos falamos duas vezes. Mas aí depois entendi que a P tinha o tempo dela, que o pc dela está quebrado, que as kids dormem demais, que ela não entra mesmo na net como eu pensava que entrava, mas isto não quer dizer que ela não tem boa vontade comigo, porque ela sabe o quanto eu amo aqueles lindos e o quanto ela é especial para mim (fiquei chateada no começo porque achei que não era recíproco, mas eu sei que é). Mas conseguimos conversar bastante semana passada e foi tão lindo, a I, o M e a P, eu sei que eles estão felizes e eu também estou, eu acho que isto é amor né? O bem de quem se ama vem em primeiro lugar. A I ainda me chama de Chessa, o M me chamou de Vanessa, sei não se gostei. rsrs Ele falou um monte, um LINDO LINDO LINDO! "Ai que frio", ele falando assim me matou de tanta emoção.
Minha host me mandou um email lindo com a ultima foto que tirou de mim no aeroporto (eu ainda estava em Miami), nos falamos muito na primeira semana, agora é meio esporádico, mas eu sei de tudo sobre eles. Ela sempre fala como estão as kids, que eles sentem a minha falta, que ela vai viajar e etc. Meu host também me escreveu, trocamos mensagens  fotos de páscoa. Ela comentou e me ligou quando viu do noivado no FB e ontem mesmo me tagou numa foto (ela está no México) "For my brazilian girl". Uma linda.
Eu trouxe sem querer a chave da van, mandei junto com um desenho para as kids, um bilhete e semana passada mandei cartão do dia das mães para ela, a mãe dela, a sogra e para minha mãe. Mês que vem fará dois anos que eles entraram na minha vida e mudou minha concepção de vida, de amar, de tudo.
MAS tenho que dizer o motivo que eu amo tanto a mãe da minha host, nos falamos SEMPRE, toda semana, no começo era todos os dias (emails pequenos), agora são email gigantes! Ela é uma linda, sempre conta quando as kids falam de mim, conta dons fins de semana, das atividades das kids, das viagens dos meus host, de como as kids estão com a P e sempre se preocupa comigo, pergunta cada detalhe. Ela está acompanhando os detalhes do casamento, do apartamento, do mestrado, minhas viagens. A avó é uma benção em minha vida. O vô também me manda mensagm, o aniversário dele foi em março, dei o presente e um cartão, ele abriu antes da hora e me mandou a mensagem mais linda do universo.
Falo muito com a mãe do meu host também, mande adiantado cartão pro pai do meu host, trocamos vários emails, ela me contou  toda  a visita da minha family com eles no Arizona, enfim, me sinto muito, mas muito querida por todos.
Claro que meu plano ideal era ver minhas kids sempre, pelo menos uma vez por semana, ver meus host, falar com as minhas amigas (incluindo a P), a gente trocar juras de amor. Alias, isto a gente troca e me deixa muito feliz. Mas eu sei como eles são ocupados, mas mesmo assim eles sempre dão um jeitinho de se lembrarem de mim, seja contando como as kids estão, mandando fotos, ligando no facetime ou os emails de todos.
Eu não sei se eles virão para o casamento, se vierem, vai ser a maior felicidade do mundo, porque eu sinto tanta falta de todos, das conversas, dos abraços, da nossa amizade... Quero minhas kids como daminhos e meus host como padinhos, não custa tentar né?
Tem hora que bate aquela dorzinha de saber que fui substituída (voluntariamente), que as kids já amam a P, que eles tem uma nova vida juntos. Mas eu não posso reclamar que tive o meu momento e mesmo que tenha acabado, eles estão e estarão em minha vida. Meu coração já se acalmou, eu acho que é a correria do dia a dia, a vida aqui, o Fer, preparativos pro casamento, mestrado, artigos, estudar pra concurso.
Enfim, eu faço minha parte de ficar enchendo o saco da P... rs coitada, pra poder vê-la e ver as kids, mando mensagem, escrevo pros meus host e adoro responder os emails das avós. Eu amo e sempre vou amar minha host family, eles se tornaram parte de mim.
Ainda quero fazer um post das mensagens lindas que eles me escreveram :)

p.s todo mundo sempre fala :as memórias boas são sempre as que ficam. Eu até tentava pensar isto nos momentos difíceis, mas eu achava besteira ficar justificando uma situação, então sofri mesmo quando era para sofer. Mas só ficou as memórias boas, lindas, de uma experiência inesquecível.

E uma listinha rápida de dois meses:

  • Estou mais que adaptada ao Brasil.
  • Não estou adaptada a ficar sem trabalhar.
  • Engordei :(.
  • Entrei na rotina, finalmente (foi muito dificil, dormia tarde, acordava cedo, vivia com sono)
  • Fui para uma cervejada.
  • Terminei meu primeiro artigo acadêmico (enquanto mestranda)
  • Me inscrevi em 4 eventos e fui aceita em 3 (outro ainda não sei)
  • TENHO UMA SUPER NOVIDADE, MAS CONTO DEPOIS
  • Ainda não marcamos a data, falta tempo até pra isto.
  • Já me arrependi de ter voltado (quando não tenho dinheiro nem pra ir pra academia ou para um evento)
  • Não malhei ainda.
  • Já planajei viagens.
  • Chorei de saudades mais de uma vez, a última foi quando arrumei minha caixinha de lembrança.
  • Chorei de felicidade pela vida que tenho aqui.
Minha caixa de memórias, todos meus cartões, cartas, convites, ingressos e etc...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Aos meus filhos.

O que eu sempre lia sobre as crianças americanas é que elas eram mimadas, tinham tudo que queriam e eram criadas de uma maneira bem diferente que a gente, fato que é verdade, mas muito mais complexo do que se parece.

(Estou abrindo este parêntese porque antes de ir para os EUA, a tia do Fer que foi para lá algumas vezes, disse que ficou admirada com a educação das kids americanas, que eles sempre pediam por favor e ouvia os pais quando eles falavam não, ou quando não compravam o que elas queriam, por exemplo. E que elas sabiam se portar de forma geral).

Quando eu era au pair eu pensava que ela estava completamente errada, porque as crianças muitas vezes tinham a última palavra e vivenciei dirata e indiretamente várias situações que eu pensava "se fosse no Brasil, ou melhor, se fosse na minha época" seria tão diferente. Primeiro de tudo as crianças americanas são mimadas, não existe O brinquedo de Natal ou O brinquedo de aniversário, mas os 500 brinquedos em cada ocasião e em dias comuns. Elas falam o que quer comer, como comer e o que assistir e nem precisam ser muito grande para isto, dois anos já batem boca e dão a última palavra.
Meus host sempre me deram total liberdade de educar minhas crianças, aprendi com eles muitas coisas, mas ensinei também. Claro que nunca relei nas kids e nem acho que eu precisava (mas teve situações com os pais que, se eu fosse o pai ou mãe, não sei o que faria), apesar de arteiros, eles sempre ouviram muito e entenderam bem.
Mas o que eu quero dizer é que, apesar de não querer mimar meus filhos como os americanos mimam ou deixar uma criança dizer o que quer e como quer, tem muita coisa que aprendi com eles, que quero fazer com os meus filhos.
"Time out" aplicado da forma correta é a melhor forma de educar que existe, apesar das palmadas da minhã mãe ter me ajudado a entender o que é certo e errado, ela poderia sim, muitas vezes ter usado as palavras. Pegar a criança e por de castigo, por 2, 3, 5 minutos (em casa dependia da idade) e depois conversar, perguntar porque ela estava de castigo, se certificar que ela entendeu o motivo e aí se desculpar. Claro que se você colocar a kid sempre pelo mesmo motivo tem que mudar a maneira de disciplinar.
Outra coisa é o planejamento familiar e financeiro em relação as crianças antes mesmo de projeta-la: pensar onde morar, como morar, se terão condições de ter  um ou dois filhos... Ou seja, ter estrutura para ter filhos. Claro que eu tiro como exemplo a minha host family, os avós paternos e maternos das crianças, que são excelentes pais. (Tem família que tem tudo isto, mas não participam de nada na criação das crianças).
O que quero deixar CLARO, eu não acho que americanos criam seus filhos de forma melhor que brasileiro, pelo contrário, tem muita falha, são ausentes, permitem que as crianças ditem muitas regras, mas tudo isto a gente sabe, sabe de ouvir ou viverá no cotidiano de ano de au pair.
Mas além do "time out", a rotina que se dá para criança é algo extremamente positivo. Minhas kids tinham restrições em relação a TV (meus host nunca falaram nada, mas eu seguia a rotina deles com os pais, logo limitava o tempo deles), não comiam besteira, tinham uma dieta muito saudável, vão a escola e tem milhares de atividades. Mas ao mesmo tempo eles sempre puderam ser criança, de aprender fazendo, sabe? Diz que não, beleza, fez machucou e aprendeu, meus host nunca entraram em pânico por nada, nunca foram super protetores. Sempre deixavam eles desafiar os limites, subir em qualquer canto, pintar de forma desenfreada, correr, fazer esportes. As crianças além de serem crianças, sempre foram muito felizes e sempre tiveram total apoio para desenvolver suas potências individuais. A I cresceu com português, o M aprendeu a falar muito cedo e a andar, mas tinha preguiça de se vestir, enquanto a I com menos de dois anos se arrumava sozinha.
Eu amo e quero ensinar para meus filhos que eles tem que comer saudável, que criança com um ano  e meio saí do bico convencional da mamadeira, com dois anos tem que tomar leite no copo, que não precisa de chupeta pra ser feliz e muito menos de 3 horas na frente da TV. Quero ensinar para as minhas crianças que 8pm já podem ir para cama, que não precisa ter vida de mini-adultos, que tem hora para tomar banho diariamente, pra comer, inclusive snack. Rotina não é algo negativo, pode ser ter horários certos e dias totalmente diversificados.
Nunca vou esquecer da carta que a avó me escreveu e citou um acontecimento com a minha baby, que na aula da ginástica ela ganhou um carimbo e saiu andando, eu peguei na mão dela e a fiz voltar e agradecer, ela não queria falar, mas falou. Eu a ensinei assim, mas aprendi a pegar no pé das crianças porque sempre vi a mãe e pai fazendo questão deles falarem "please, thank you, sorry" mesmo antes deles falarem eles já faziam sinais.
Aqui no Brasil vejo criança derrubando mercado, gritando com os pais, acordadas vendo novela quase 10 horas da noite. Meu guri era muito levado, mas se saia comigo, sempre ouvia o "não", assim como a minha baby.
Crianças de 5 anos mamando no PEITO (em pé...rs), chupando chupeta, dedo, mamando mamadeira com suco, leite e etc. Criança que xinga os pais e nem um "time out" ganha. Ou pais gritando e batendo, assim, do nada, sem uma conversa ou explicação.
Claro que nos EUA é mais barato e fácil, mas sempre fiquei admirada com a preocupação dos pais em dar não só a melhor educação formal, mas sempre incentivaram a ida aos parques, museus, piscinas e etc...
E o ponto mais crucial: criança não é extensão de pai e mãe e pronto. Essa coisa de dormir na cama com os pais, no mesmo quarto, pai dormindo na sala porque a criança só dorme com a mãe. Mas me diz, como é que vive desse jeito? Como quer ter um filho independente se os pais não incentivam a criança crescer sozinha?
Aos meus filhos eu quero ensinar que criança tem que ser criança e isto incluí desenvolver suas potencias, mas deixa-los livres, aprender fazendo, mas ao mesmo tempo, dentro de um horário uma rotina. Criança não precisa de refrigerante, TV em excesso, de leite com chocolate ou de dormir com os pais para estar segura. Quero ensinar limites, quero que eles respeitem os deles. Quero ensinar o que aprendi com meus host, mas principalmente quero ser como a minha mãe foi comigo.
Depois que fui au pair, contra o esperado, mais do que nunca eu quero ser mãe e desde já, junto com o Fer sempre conversamos e tentamos nos preparar emocionalmente para que tipo de pais vamos ser, mesmo que no final, sejamos completamente diferentes.
Claro que o fato de ter alguém que ajude e possibilite todas essas atividades é muito mais fácil, meus host sempre agradeceram o fato de eu organizar as nossas semanas de maneira sempre diversificada e trabalhando o dia todo, é meio evidente que a criança ficará na escola e quando chega em casa ta todo mundo cansando. Mas mesmo assim quero ter energia o suficiente para ser mãe.
Último fator é como desde de cedo há uma valorização dos livros, no Brasil é muito mais caro um livro infantil e a venda é bem mais limitada, mas mesmo assim tem como dar um jeitinho. Eu "criei" meu irmão e livro sempre foi um presente, tão especial como um brinquedo. Quando era pequeno ele folheava os livros de imagens, mas assim que começou a ler eu pegava os livros infantis da biblioteca pública e da UNESP e ele devorava! Isto foi determinante na formação dele.
Concluindo, a criação americana é como eu ouvia falar, eu lia e como eu vivi, mas ao mesmo tempo a tia do Fernando estava certa...

E vocês meninas, o que querem levar e ensinar para seus filhos do que aprendeu  como au pair?

p.s eu adorei a sugestão da Cláú, próximo post será sobre meu atual relacionamento com a minha (ex)host family.




terça-feira, 2 de abril de 2013

Valeu tanto a pena!

Não adianta, todo ciclo tem um fim e você só tem dimensão disto quando inicia uma nova fase em sua vida. Ainda tenho uma ligação muito forte com a minha vida de auperiana, mas já consigo ver com clareza certas coisas.

Recapitulando: quis ser au pair pela primeira vez em 2006, mas decidi começar a faculdade, quis de novo em 2008, mas quis terminar a mesma e não queria deixar o namorado para trás. Me formei, voltei pra Londrina, estava morando com meu namorado, comecei a dar aula, comecei fazer minha pós na UEL, mas ainda assim, quis ser au pair. Tive um feeling por uma família, que por questões técnicas, o match não deu certo, a qual me indicou a minha host family.
No último dia de julho de 2011 embarquei para os EUA. No treinamento fiz amizade com a Julia e reafirmei laços com a linda da Jéssica e ainda lamentei o fato da Lores ter ido uma semana antes. Tinha muito claro o eu queria para meu ano de au pair, o perfil de família, schedule, vantagens e etc, e também fui muito esclarecida sobre as minhas responsabilidades e envolvimento na vida da minha família americana. Mas apesar de teóricamente tudo ter saído como o planejado, nada explica e atinge a dimensão real de estar vivendo tudo aquilo, de morar com pessoas entranhas, de criar laços de amor com elas, de conhecer pessoas que mudam e dão sentido em sua vida, que te mostra o quanto você é sensível, mas que ao mesmo tempo mostra que o plano do sonho e da realidade são tão próximos, que basta vontade e disciplina para transformar um em outro.
Eu só falei que ia para os EUA depois de ter feito match e para algumas pessoas, só depois que eu tirei o visto. E as reações geralmente são as mesmas: apoio condicional daquelas pessoas que conhecem a sua essência, espanto por outras que acreditam ser um disperdício deixar sua estabilidade para trás e a desaprovação por eu interromper minha carreira e minha vida acadêmica. Outras pessoas que você achavam importantes para ti, nem manifestão nada. 
A minha preocupação era com o Fer, com a pós, com o "atraso" profissional que um ano fora acarreteria em minha vida. Difícil também foi dizer tchau para minha avó, mas eu tinha certeza que a veria de novo e também as pessoas lindas que cercam a minha vida, não ia ser a primeira e nem a última vez que eu iria embora.
Fui para ficar um ano, mas em um determinado momento não acharia que passaria dos seis meses, isto porque aflorou em mim um lado que eu nunca tinha tido. Sensível e emotiva ao extremo, eu não soube de início a lidar com a sensação de desconforto, de não ser quem eu sempre fui, aquela pessoa que não deixar nada passar, que briga, que luta, que constesta e  então respira e analisa os fatos. Mas foi muito bom, porque aprendi que posso ser tudo isto, mas de uma forma muito mais ponderada e cordial e descobri em minha host family (aquilo que parecia desde antes do nosso match), um lugar de conforto, seguro e descobri que eu não estava sozinha.
Para mim, ter tido um ano (e sete meses) foi tão positivo por uma soma de fatores. Algumas meninas conseguem se ater a um ou outro fato, como as amizades, as viagens, o namorado, os fins de semana, mesmo que o schedule seja uma merda, ou que não seja ou se sinta parte da família. Eu não, só me senti feliz e realidaza quando eu atingi um todo. Ainda bem que sempre tive amigas lindas, mesmo antes de ir, como a Mayara, e realizei todas as viagens que desejei, mas não conseguiria e não consegui no começo fazer com que isto fosse o suficiente para me manter nos EUA.
A minha família foi determinante para me sentir feliz, em casa, para querer me abrir mais e não me contentar com pouco. Sempre me apoiaram tanto, nunca me fizeram me sentir nada menos que alguém especial e capaz de lutar pelos meus sonhos.
Mas todas pagam o preço de estar longe. Eu perdi o crescimento da Manuzinha, a formatura de amigos, alguns casamentos, a qualificação e a defesa do Fer. Perdi o reencontro das minhas lindas em Assis, perdi feriados. Alguns eu estava muito feliz lá, outros tudo que eu queria era a minha vida aqui.
Tive que estudar dobrando para a seleção do mestrado, parei o inglês, deixei de sair, dormir e aproveitava cada segundo da nap das kids para terminar meu projeto,ler um texto, para tentar entrar em um ritimo louco, o qual estava fora da minha vida por mais de um ano. E se eu não tivesse passado, provavelmente estaria em guerra comigo por ter estendido um ano e adiado mais um, o mestrado.
Mas valeu tanto a pena! Você se abre para o diferente, e coloca quem você é em evidência e mesmo o que você acredita. Apesar do gênio forte, eu "aprendi a aprender" e aceitar as diferenças, o mundo é muito maior do que eu pensava, eu poderia ter amigas completamente diferentes de mim e ainda aprenderia de cada uma delas uma qualidade, uma vontade de ser diferente e uma pessoa melhor.
Ratifiquei o que eu sabia: eu quero ser mãe, quero muito, e pra mim, uma criança é algo tão puro, tão lindo e para mim, é a  realização máxima de amor entre três pessoas (duas, se preferir).
Aprendi que o material é importante, pela primeira vez na minha vida me dei o luxo de comprar o que tinha vontade, de viajar, de gastar, comer fora sempre, de não me preocupar com dinheiro. Mas não é o essêncial, se não nunca teria voltado.
Aprendi com a minha host family, incluindo os avós, que família é tudo que importa neste mundo. Que é um amor tão lindo e inexplicável. Aprendi a sonhar alto e realizar todos meus sonhos!
Se depois do mestrado eu ainda fosse solteira (todas torcem que não), consideraria ser au pair de novo, talvez em outro lugar, mas direcionado para o doutorado, porque viajar e comprar eu já fiz e viver duas vezes a mesma oportunidade e não fazer nada diferente, é sem sentido para mim.
Enfim, você ganha e perde estando este tempo fora, "pausando" sua vida no Brasil. Mas o saldo pra mim foi positivo e valeu muito a pena e indico para todas as meninas que tenham vontade de se jogar neste mundo.

Pra matar um pouquinho da saudade.





sexta-feira, 22 de março de 2013

Primeiros Passos

Voltar para uma vida que você teve, é aprender a andar de novo. Por mais que muitas coisas a gente nunca vai esquecer, o estranhamento é evidente. Tudo aqui no Brasil foi seguindo seu rumo, mudando, e eu estava lá, aí  voltei e tive que pular num trem que continuou em movimento.
Voltar é difícil, se adaptar também. Mas é neste ponto que a readaptação será um exercício de paciência, de esforço, de dedicação e principalmente da crença quase cega de que tudo dará certo. Cega não quer dizer que você não fara nada, mas é muito mais fácil reclamar, desistir, jogar tudo para o ar, do que tentar. E não será fácil, então manter o foco é algo que você terá ter sempre em mente.
Não vou dizer da saudade emocional que sinto dos EUA, das pessoas, do cotidiano.
Mas como não sentir falta de não ter conta para pagar? De meu seu salário semanal para gastar e pronto. Seja em viagens, roupas, maquiagens, cursos. Como não sentir saudade do celular ilimitado, do carro, da educação das pessoas no trânsito e na praticidade de sacar e depositar dinheiro sem abrir a porta do seu carro?! Saudade de pagar academia, sair dia de semana pra comer, ir ao cinema.
Não, não estou vivendo uma vida de miséria no Brasil, mas é a vida que tive antes de ir. Sem carro, celular pré-pago, dinheiro contado.
Mas eu nunca estive tão certa do que quero para a minha vida, com tanta vontade de dar certo, de lutar, de crescer e ter novos objetivo. Por motivos de força maior, não pude concorrer a bolsa de mestrado, o estado não está chamando os professores eventuais, o concuso para efetivo será apenas em maio e como é que eu estou achando a vida boa?.
Ter perscpectiva de futuro para mim não tem preço. Eu quero fazer o TOEFL, então estou estudando em casa e avó linda das minhas kids está me ajudando, trocamos emails quase todos os dias, ela sempre corrige os meus erros e explica o que é o certo. Vou começar um curso on line, ofecido pelo MEC e pela CAPES, assim vou praticando e no fim do ano quero fazer o teste, mas por que?
Vou terminar meu mestrado no Brasil, mas decidi que quero fazer o doutorado fora. Seja parte dele, ou mesmo inteiro, estou aberta a possibilidades. Mas queria EUA, Portugal, França ou Japão. Mas aí perguntam "cadê o seu amor pelo Brasil?", ele é uma das maiores motivação que eu tenho! É por isto que quis fazer História, por isto que me formei na universidade que eu amo, mas quis ir para outra, porque queria um suporte para minhas ideias, uma materialização para a contribuição de um ensino melhor. E quero ter a oportunidade de interagir com outros pesquisadores, de aprender mais e aí voltar e aplicar tudo que estudei em todas as esferas de ensino.
A vida está sendo muito boa comigo, mas não é e nunca foi fácil. Nestas horas eu penso que além de determinação, o amor é o que mais importa. O amor do amor, da família, de pessoas que te colocam para cima quando você acha que tudo está perdido. De pessoas que acreditam em você quando tudo parece errado.
Eu estou adaptada e feliz.
As aulas no mestrado estão boas, mas mais ainda, minha vida enquanto "pesquisadora". Já encontrei três eventos neste semestre que quero apresentar trabalho, um deles, é na minha amada UNESP. O outro é um desafio maior, como não estou trabalhando, não sei se será possível. Mas quero e vou fazer o possivel para apresentar meu trabalho no Chile.
Meus dias estão dividos em estudar, estudar e estudar. O que diferencia um peíodo do outro é conteúdo: estudar pro concurso, ler os textos das aulas, escrever para eventos e pensar na minha dissertação. E claro, curtir o amor e os amigos. Estes são lindos, perfeitos e faz tudo mais fácil e gostoso.
Ainda bem que existe internet para manter contato com as minhas lindas dos EUA e as minhas amigas que voltaram. Ainda bem que existe Voxer, Viber, Skype. Ainda bem que existe a amizade.
Eu ainda acho as ruas sujas, as pessoas no geral má educadas, o trânsito perigoso, o copo pequeno, os dias quentes. Mas tem tanta coisa maior para eu me apegar, lutar e acreditar. O mais gostoso é fechar os olhos e pensar "estou exatamente aonde eu queria estar, com a experiência de vida que sonhei pra mim", então a vida segue em frente. 
Me sinto mais disposta, acho que estou produzindo mais, estou no caminho certo.
Hoje pela primeira vez depois de 1 ano e 8 meses eu peguei a moto, dirigi sozinha, estava com tanto medo, mas depois eu só conseguia sentir uma felicidade indiscritivel e pensar "eu consegui!"
Feliz porque uma das minhas melhores amiga da faculdade está para chegar e pasar o fim de semana com a gente. 
Feliz por ter alguém comigo sempre, que me ama tanto. Feliz.

E estou conseguindo.
Boa noite meninas e meninos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

I'm engaged!

SIM!

6 anos
Essa sou eu depois do pedido de casamento do Fer lindão, no sábado dia 9 de março de 2013.
O que já não é surpresa, porque saí gritando aos quatro ventos, mas né? Não é todo dia que a gente é pedida em casamento assim e eu estou muito feliz e só quero compartilhar esta felicidade. 
Agora eu entendo a Robertinha quando ficava chamando o amor dela de "noivo" o tempo inteiro, mas é porque é uma sensação tão deliciosa, de que um passo a mais foi dado, em direção a nossa vida a dois. Fomos namorados por 6 anos, termos a vida inteira pro Fer seu meu marido, então tenho que curtir este período transição.Ainda não temos data, precisamos fazer orçamentos, sentar, pensar, repensar e decidir. Mas gente, tô noiva do amor da minha vida! Falando assim até parece que ficaria noiva de qualquer um...rs
Mas vamos começar do começo.

(O começo começa em Assis, no dia da matrícula que conheci o Fer, loirinho magrelo da comissão dos bixos. No trote se aproveitou e me beijou, no dia seguinte comecei minha vida acadêmica e um relacionamento que foi oficializado no dia 9 de março de 2007. Daí em diante vivemos de muito amor, algumas tantas brigas, mas finalmente de uma amadurecimento sem tamanho. 1 ano e 7 meses longe um do outro, o reencontro e o pedido).
Sexta o Fer foi dar aula, eu fiquei sozinha em casa, durante o dia fui comprar algumas coisas porque queria fazer uma surpresinha para ele. Ele disse que sairia de casa antes das 6, chego aqui as 6 e vejo a moto na garagem... Lá vai eu cheia de sacolas no outro mercado pra comprar  o vinho que não achei.
Arrumei tudo, fiz canapés, comprei um mini bolo (infelizmente era ruim), vela de 6 anos, coração em forma de salame :D ... E ainda um cartão, um coração cheio de Sonho de Valsas. O Fer chega em casa, faço ele fechar os olhos, acendo as velas e a gente canta parabéns. Afinal, 6 anos é uma vida! um quarto da minha vida! 
Como a gente já falava de casamento há anos, até rolou um pedido quando éramos dois pirralhos, decidimos que ia pular a parte do noivado e direto pro casamento. Eu já tinha comprado meu vestido lindo perfeito de noiva, ganhei um livro de planejamento de casamento, o Fer comrpou nosso cantinho que vai ficar pronto em setembro, tudo certo, certo?!
Tudo mais que perfeito!
Sábado tiramos um dia para casal, alias, o fim de semana todo. Oficialmente 6 anos juntos, fomos ao shopping almoçar e ver um filme "Colegas", muito bom! Voltamos pra casa e fomos dormir um pouco... Fui me arrumar e fomos para o Vilão, restaurante mais especial de Londrina! Romântico, ótima decoração, comida, música... Ambiente perfeito, com o namorado mais perfeito do mundo.
Depois do jantar o Fer perguntou se eu queria mais alguma coisa, eu disse que não. Fui ao banheiro e voltei, tinha duas taças de champagne na mesa.
Ele me deu um presente. Já percebi que era um livro :) Quem me conhece sabe que eu amo livros! O Fer disse que era uma lembrancinha pelos 6 anos juntos, os 6 anos mais lindo das nossas vidas e quando abri já comecei a rir e chorar.
"fernando vanessa" era o que estava na capa (capa dura) e quando abri tinha um desenho lindo, de um casal, da gente! Cada pagina eu só pensanva quão iluminada eu era de ter o Fer comigo. Trechos de músicas, poemas, cantadas clichês, fotos e o mapa do tesouro! 
Ele colou até o primeiro bilhete que eu deixei pra ele, quando vim para Londrina de férias, e estava me lamentando porque ficaria duas semanas longe dele! Eu era uma criança, ele também. 
Na última página o tesouro.
Destaquei, e o maior tesouro de todos:
"Casa comigo?".
Chorei. Nem conseguia destacar a outra parte (o Fer colou várias paginas, fez um buraco no livro e colocou as alianças). Quando vi as alianças chorei mais ainda, estava tão, mas tão, mas tão feliz!
Ele colocou na minha mão direita e eu coloquei na dele, aí me toquei que tinha que falar SIM SIM SIM SIM SIM.
No dia seguinte fomos tomar café da manhã no Pátio, comemos muito e eu tava com maior cara de feliz, a gente!
Então fomos ver o apartamento decorado do nosso condominio, gente, me apaixonei! Tá que custa muito dinheiro para ter um daquele jeito, mas me toquei que está tudo tão perfeito! Tá, eu quero casar, comprar um carro e ter um apartamento perfeito. Mas eu já tenho o mais importante, o Fer, o mais lindo de todos os lindos.
Só sei que sinto falta dele quando vou para aula, ou ele vai dar aula, que estou super orgulhosa por ele. Meu professor universitário e agora da molecada também! E o melhor e mais lindo noivo do mundo!
Ontem tivemos que estudar-trabalhar, mas a noite fomos jantar num rodízio de pizza e outras massas. Eu comi de tudo, o Fer só massa. Depois começamos asstir José e Pilar, documentário sobre meu amado Saramago, mas o Fer tinha que dormir.
É isto meninas.
NOIVA e feliz, muito feliz! Obrigada a todas que torceram pela gente, minhas amigas, muitas meninas do grupo, meninas que conheço pelo blog.
Sonho mesmo é casar com o Fer e ser sempre muito feliz, e fazer outras pessoas felizes também. Porque tudo tem sentido quando a gente multiplica :).

Meu presente pro Fer

A última pagina com o pedido :D