Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!

Lista de Desejos

terça-feira, 31 de julho de 2012

UM ano nos EUA!













Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!

Parabéns para mim, um ano, UM ANO! Vou tentar ser modesta, mas se eu não for, me desculpem... porque né, preciso comemorar meu primeiro ano nos Estados Unidos, comemorar que consegui terminar uma etapa, e começar outra. Li o post da Lorena semana passada e achei tão lindo, e é tão engraçado, porque ela veio uma semana antes que eu, então ela é veterana nos assuntos. Adorei a linha do tempo, e não tem como falar deste ano sem fazer um balanço, uma restrospectiva, afinal, foi um ano tão, mas tão intenso.


Cheguei em Agosto, no maior calor da Florida, tive um treinamento lindo, leve, doce e que me deixou muita saudade e duas grandes amizades. A piri linda da Jéssica e a Julia, a qual fui visitar fim de semana retrasado e ainda estou esperando meu reencontro com a minha pirizinha. Lembro da sensação de ver meu primeiro esquilo na rua, de ir ao mercado e ver aqueles produtos todos que queria comprar, de não entender muita coisa, mas falar muito mais do que eu imaginava.
"Empire State of Mind "define meu sentimento pré-embarque (embora nem fui para NYC até mês passado), era aquela empolgação, foi quando o "sonho" estava perto de virar realidade e tudo aquilo que imaginei, criei e recriei, poderia ser ou não realidade. Lembro o quanto me senti feliz quando tocou esta música em Vail e meu primeiro mês foi encantador, feliz, lindo. Estava feliz com a minha família, amando os avós, adorei encontrar a Mayara pessoalmente e já fiz algumas amizades, mas não aproveitei tudo que o verão de 2011 tinha a oferecer.

"Pumped up Kicks" era a música do momento em semtebro, eu não cansava de ouvi-la na radio, mesmo não sabendo de quem era e do que se tratava! Parte de setembro foi lindo, foi o único mês que não viajei, meu carro chegou, nos mudamos para casa nova e comecei a perceber o quão eu era sensível e não sabia. Saí da lua de mel e comecei a sentir que algo estava estranho, mas me foquei na primeira viagem área e em tudo que ela poderia representar, eu ia para Chicago em setembro, mas no final eu e Lorena decidimos ir em outubro.

E assim o presente mais lindo, mais especial, mais tudo, "entrou" em minha vida, naquela sexta-feira a noite, naquela cidade incrível, conheci pessoalmente a menina da minha vida, a minha linda, minha melhor amiga, meu porto seguro! O fim de seman foi ótimo, mas a volta para casa foi dolorosa, eu sentia uma falta de ar, uma vontade de chorar, de desabar, de sumir.
Entrei em homesick, eu diria em depressão, porque não era uma saudade de casa, era uma infelicidade, um desânimo. E a música que define este período é "Home" a qual sempre escuto em diferentes fases da minha vida. No Halloween quase morri de tanto chorar, sofrer, passei 24 horas sem sair do meu quarto e mesmo assim tirei forças para ir para festa, que foi um desastre, mas me fez sair de casa. E foi quando comecei sofer com a minha relação com a minha host e considerar ir embora. O outono foi lindo, breve, nenhuma foto ficou, pois a neve chegou em outubro mesmo.

Novembro chegou, eu estava abalada, sensível e tive a idéia de ir para o Japão (em outubro na verdade), tirei meu visto, comprei as passagens (meu padrasto) e tentava me apegar a idéia que passaria as festas de fim de ano com a minha mãe depois de NOVE anos!! Novembro foi um mês intenso, senti tudo! Tristeza, desapontamento, infelicidade, felicidade, empolgação. Decidimos ir para Vegas, me diverti demais e na volta contei aos prantos para minha LCC e depois minha host que eu iria embora. Antes disto tive pesados deles me expulsando de casa, mas foi lindo apesar de tragíco. Elas me entenderam, me apoiaram e encontrei uma luz no fim do túneo e pensei que tinha uma familia, que apesar dos desentendimentos, valia a pena e que eles já tinha conquistado meu coração. Vegas foi sublime, assim como o Gran Cannyon e só cantavámos "Aí se eu te pego" ou "Im sexy and I know it!" rs.

Dezembro terminei meu curso de inglês que foi bem mais ou menos, tive um Natal antecipado com a minha host family e foi perfeito, eu os amei tanto naquele momento, tanto! Escutava o novo album do Coldplay e não sabia o que sentia, comecei a cogitar a ficar mais, porque o plano era ir embora em fevereiro, mas estava perdida. Depois de 1 ano e meio reencontrei os dois amores incondicionais da minha vida, minha mãe, minha vida! E meu irmãozinho que nem é mais zinho, é zão! Brigamos demais, mas por 18 dias eu me senti em casa. Revi amigas, conheci o Nelson, revi lugares e me senti tão próxima e distante do Japão.

2012 entrou de forma tão feliz, foi a segunda virada de ano sem o Fer e isto doeu um pouco e longe de casa, mas estava com os meus amores e sabia que não era sempre que os teria comigo... Fui sentindo um aperto, uma saudade das minhas crianças, mas uma tristeza porque não sabia quando viria o Vi e minha mãe de novo. Janeiro foi o mês que ouvi tanto sertanejo com a minha mãe que eu nem sei! Comecei a estudar num curso bom, decidi terminar meu ano, fui no meu primeiro show aqui, do Ryan Adams e vicenciei a pior neve do meu ano.

E chegou o Valentine, mas antes disto fomos para San Diego e L.A, nos despedimos da Mayara, da Rose e da Leticia, foi tão doloroso. Recebi presentes do Fer lindão, da minha host family e ouvia tanto "Ultimo Romance". 6 meses nos EUA, meu amorzinho fez um aninho, deu seus primeiros passinhos e me queimei feio. Mas apesar de tudo, foi quando eu comecei a me sentir em casa, feliz só por estar aqui. E confusa também, dirigia ouvindo "So Alive" loucamente, e me sentia feliz, me aproximei do meu host, dos meu menino.... Comecei a academia, firme e forte, cheguei a malhar 15 dias consecutivos, contanto sabado e domingo. Alguma coisa estava realmente mudando! Mudou se a estação e tudo mudou, o sol chegou!

Minha host me chamou para ir para Disney em março, foi divertido, foi tenso, fiquei triste que perdi o Saint Patrick aqui... Março foi doloroso, 5 anos com o Fer e deixamos de estar juntos. "If you run" definia o que eu sentia e depois de tudo que aconteceu na Disney, decidi que não estenderia com a minha familia, ou iria embora ou trocaria. No meio de tudo isto, numa conversa de skype, eu e a Lores decidimos ir para o show do Coldplay, nos reencontrarmos e conhecer San Francisco.

Abril foi lindo demais! Eu estava tão feliz e ansiosa com a nossa viagem e recebi a notícia que teria uns dias offs e comprei minha passagem para Europa! Estava radiante demais. San Francisco foi perfeito, rever a Lorena foi um dos momentos que ficará para sempre em minha memória e tive uma das viagens mais lindas e perfeitas da minha vida. Meu inglês acabou e eu estava tão confusa, mas bem inclinada a estender. "Dont let break your heart" se tornou a minha música favorita.

Sei que tive 5 dias entre voltar de San Francisco e ir para Europa, foi corrido demais! No dia que minha host me levou ao aeroporto, eu sabia que iria ficar. Ir para lá foi relalizar um sonho, não só realizar, mas mes mostrar que tudo que está no plano da imaginação, pode sim se tornar real. Fui sozinha, feliz, sem medo! Ouvi a trilha de Amelie a viagem inteira e apesar dos imprevistos, valeu tanto a pena, tanto!
Voltei, me estressei com crianças mimadas, decidi que já tinha dado. Disse para minha host, eu chorei, ela chorou. Ouvia as músicas do Ryan Adams e chorava tanto. Eu NUNCA chorei tanto em minha vida, parecia que um pedaço de mim foi arrancado com tudo, eu colocava meu bebê para dormir, nos abraçávamos tão intensamente, que morria de pensar na minha vida sem ela, sem meu lindinho. Foi tão dificil, mas ao mesmo tempo nunca me senti tão amada, tão valorizada pelos meus host e depois de muito, muito, muito pensar e voltar atrás, decidi ficar pela segunda vez.

Junho os avós de Michigan vieram nos visitar, subi para o outro quarto, planejei mais uma viagem NYC e Boston e rever a Letícia e ter meus últimos dias com a Lores, minha linda. Fiz 24 anos, tive um dos aniversários mais lindos e vivi um dos dias mais felizes da minha vida, mais uma vez foi amada pelos meus host, pelas kids, pelos avós, pelas minhas amigas. A Mayara voltou, a Dani e a Anne se foram.
"Without you" marcou nossa viagem, nossa amizade, nosso companherismo, amor. Não tem como não chorar em pensar que logo a Lorena está indo embora e que desta vez, eu vou ficar. Junho foi rápido demais.

Entrei em julho com borboletas no estômago, ora feliz, ora triste, pois no fundo eu sabia que poderia estar indo para casa. E assim comecei fazer o balanço do meu ano, conheci Boston, me despedi da Lorena e reencontrei a Julia. Julho me deu um desespero de estar longe do Fer e não queria acabar com aquele sentimento de "Someone that I used to know". Eu entendi que eu estava ficando, mas muitas meninas estavam indo, foi tão difícil. Parte de mim ficou em pedaços quando me despedi da Kathi na terça e outra ficou no aeroporto em Denver, quando vi a Tassi pela última vez! Julho foi triste e feliz ao mesmo tempo.

E hoje, dia primeiro de Agosto eu comemoro meu primeiro ano aqui. Meu ano foi diferente de tudo que eu pude imaginar, por um lado eu achei que tiraria de letra, pois estou mais que acostumada e me despedir das pessoas, morar longe dos meus amores... Mas não, foi difícil vir, viver sem minha fanilia, sem meu amor, sem meus amigos, sem a estabilidade que demorou tanto para chegar na minha vida. Fui tão chorona, tão sensível, fraca algumas vezes.
Por outro lado eu nunca imaginei que conquistaria tanto, que veria o mundo da forma que eu vivo, que poderia ser tão feliz "by myself"! Meu Deus, aonde eu imaginei que passaria o fim de ano com a minha mãe e irmão? Que eu iria fazer todas as viagens que estavam na lista e ainda iria para Europa? Que na terra do fast food eu emagreceria 13 kg e ainda me tornaria uma pessoa mais saudável, que pegaria o "jeito" para academia?!
E o mais importante, que eu encotraria uma familia que eu amo tanto, que me fez mudar de idéia e decidir ficar e depois estender? Tenho meus problemas com a minha host (hoje foi muito tenso), mas mesmo assim, eles são a minha familia. Hoje meu host virou e disse: "Vanessa, você é parte da nossa familia, você é nossa familia, somos gratos por tudo que você faz pela gente e pela forma que você cuida e ama as crianças. Sempre consideramos os seus sentimentos, antes de tomar decisão, sobre como nossa vida pode afetar a sua, cada viagem, cada detalhe. Mesmo com a corrreria, tentamos não te sobrecarregar, sei que é dificil quando estamos por perto, mas você é nossa familia e amamos muito você" e não tem jeito, meu ano está sendo este ano por causa deles. Sou eternamente grata pela minha host family.
Tivemos muitos desentendimentos, as vezes penso que uma relação mais distante seria melhor, mas foram tantas provas de amor, de respeito, de cuidado, que no fundo, eu não trocaria nada!
Me sinto orgulhosa de mim, por não ter desistido, por conseguir lidar com vários problemas, por não perder o foco. Com certeza estou diferente, mais sensível, mais forte, mais amiga, mais tolerante... As vezes tão sonhadora, querendo o mundo, as vezes só querendo tranquilidade e voltar para casa.
Foi um ano muito intenso, mas muito lindo e feliz. Foi um ano de altos e baixos, mas que no final, os altos prevaleceram. Meninas, façam suas escolhas valerem a pena, porque o preço de estar aqui é alto, então é preciso que seja algo grande, que te mude, que mude a vida de outras pessoas, que te tragam uma carga positiva.
Meus post esta enorme, até ia fazer tópico como sempre, mas acho que disse quase tudo que queria falar. Dos meus objetivos, desejos, sonhos, conquistei todos e me sinto tão feliz por isto. O inglês melhorou, nunca viajei tanto em minha vida, dos 12 meses aqui, viajeiem 11,fiz amizades lindas, quebrei paradigmas -conheci um lado dos EUA que eu nunca imaginei,vim com pé atrás, mas fui surpreendida de forma positiva- a única coisa que não fiz ainda, foi receber o Fer aqui, comprar um notebook novo, mas ainda tenho tempo. Vivi uma experiência para vida toda, um intercâmbio cultural, aprendi e ensinei (meu amorzinho entende e fala em português, meu lindinho está aprendendo, assim como meus host) e encontrei um novo lar para chamar de meu! 


Feliz primeiro ano cara Vanessa, você conseguiu!


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Brasil











Logo fará um ano que cheguei nos EUA, lembro que escrevi meu último post "from Brasil" no sábado, porque ia para o aeroporto domingo cedinho e os últimos dias foram corridos, me despedindo de todos meus amigos, padrinhos, família, amor... Mas lembro que apesar de estar triste, eu estava tão empolgada, tão feliz, desacreditada, afinal, foram anos cogitando ser au pair, mais de 6 anos pensando que um dia eu moraria nos EUA e de la para ca se passaram um ano.
Quero escrever sobre meu primeiro ano aqui, mas hoje passei o dia refletindo sobre o que me fez querer vir, como estava tudo no Brasil, o que mudou de lá para cá, ja que viver aqui passou do plano da fantasia para realidade "nua e crua".
Eu terminei a faculdade ano passado, voltei para Londrina, o Fer passou no mestrado e decidimos morar juntos lá. De todas as fases do nosso namoro, morar com ele, só nós dois, foi sem dúvida o melhor de nós. Eu falo para ele, mas ele nunca acredita... Em Assis quando vi a nossa casa, eu senti que era aquela e fomos felizes 2 anos lá e lembro quando passamos em frente do apartamento, que ficamos super felizes, mas ele já estava reservado e quando a tia da imobiliaria me ligou, fiquei tão feliz! Quando olhamos por dentro, pronto, era ali, o nosso novo lar e aos poucos fomos acertando cada detalhe.
Nossa rotina era uma delícia, simples, mas delícia. Ir ao mercado, feira, encontrar os amigos no bar ou em casa, ir para faculdade... Além de visitar e mimar minha vó linda e passar metade da semana lá, dar aula, ir para o inglês. Se tem uma palavra que define 2011 período pré embarque é "plenitude", leia-se tranquilidade, paz, felicidade, amor e etc...
No meio desta calmaria toda, eu queria ser Au Pair, mas estava tão feliz que se não embarcasse até agosto, eu não viria mais e mesmo assim estaria feliz e realizada. Mas aí vocês podem perceber que deu certo, conheci a familia dos meus sonhos em maio (depois de sofrer uma rejeição, da familia que parecia sonho, mas não é) e dia 31 de julho voei para os Estados Unidos.
2011 foi intenso também, teve minha colação, minha formatura, aquele choro dolorido ao despedir das minhas amigas de faculdade, choro ao despedir da Rosane justo no ano que voltei para casa. 2011 foi quando aprendi a viver sem meu irmãozinho (que foi para o Japão), que levei um susto quando vi sobre o tsunami na TV.
Foi um ano familia, de amigos, que voltei para minha "casa", acalmei meu coração e vivi de forma feliz cada dia, cada reencontro com as velhas amizades, que curti meus padrinhos, minha vó, que amei, amei, amei e amei mais o Fer. 2011 antes de ser Au Pair foi um ano tão lindo, tão doce e tem que ter muita coragem e um pouco de loucura para abrir mão de tudo, na verdade eu vim porque acreditava que o restante do ano seria ótimo e 2012 inesquecível. Mas aí é história para o próximo post.

Vou deixar registrado um texto que escrevi poucas semanas antes de vir, algum dia qualquer de julho de 2011.

E mais uma vez é hora de dizer adeus, ainda tenho algum tempo, mas sei que passará voando e é nesta hora que queria ter o poder de congelar o tempo, de parar as horas, de fazer cada momento se tornar uma eternidade, porque quando é certo, não há nada que impedirá de acontecer.

Não que esteja triste, mas nunca se pode ser feliz por completo e ter consciência desta não-totalidade já me faz feliz e ser mais forte. Não existe isto ou aquilo, é isto e aquilo, é ansiedade e saudade, é felicidade e tristeza, é a vontade de ir e a vontade de ficar, é a vontade incessante de viver algo novo e o desejo de me apegar a cada dia mais com o que já tenho, é ficar longe e estar perto ao mesmo tempo. Com tantos e´s me sinto completa e tranqüila para ir e saber que vou voltar.

É amar e amar e apenas amar, aqui não existe brechas, eu não aceito brechas eu só quero alguém.

Agora é uma partida voluntária, por um lugar desconhecido e sozinha. Mas vou com o coração cheio de vontade, cheio de saudade, cheio de amor, cheio de amizade, então de certa forma não vou estar sozinha. E outras pessoas se somarão a minha vida, outros momentos, outros lugares, outros medos, é hora de ir sempre em frente, seja a direção que você escolher.

Na minha bagagem eu levo o amor, é tudo que eu preciso levar. E dividirei meu coração em pedaços independentes, que ficarão aqui para quando eu voltar. Porque quando se tem amor, não é preciso ter muita coisa. Amor de amigo, amor de família são amores óbvios, precisam de cuidados, mas são amores incondicionais. Mas posso me considerar tão sortuda que tenho mais um amor para acrescentar na lista destes amores, o amor de um amor, e se um dia ele era incerto, hoje faz parte de toda e qualquer certeza de que sempre estará comigo, que sempre será meu e eu sempre serei dele que com ele quero viver todos os meus clichês.

E mesmo difícil, assim fica mais fácil dizer adeus. Fácil porque não se pode atingir a tristeza, quando alguém que esta com você só te proporciona felicidade, respeito, amor, amizade. Fica mais fácil sonhar, fazer planos de visita, de viagens, fica mais fácil mudar o adeus para um até logo. Sou a pessoa mais sortuda por ter o melhor amor do mundo, amor emocional, amor personalizado em uma pessoa pra lá de especial.

Dos amigos já sinto saudade, e algumas vezes me sinto chateada com a vida de encontrar pessoas tão lindas e em um certo momento ter que dizer adeus! Mas se conseguimos mantê-las é porque tinha que ser, e aí não tem jeito. Vou sentir saudade de cada sorriso, cada palhaçada, cada abraço, cada choro, assim como já sinto saudade de estar longe de tantas pessoas especiais, mas elas são especiais justamente por me fazer sentir tanta coisa, mesmo que separado espacialmente. Cada amigo que conheci, cada pessoa que entrou em minha vida, me marcou muito, não digo nas lembranças, mas me fizeram mudar um pouco. Seja na forma de falar, de me comportar, de ver o mundo, de ser mais paciente, de aceitar mais as diferenças, de me tornar uma pessoa melhor, ainda que de forma gradual.

Se tem algo abstrato que convivi desde pequena foi esta tal de saudade, da distância, de saber que nem sempre, ou quase nunca, posso ter tudo e todos comigo. E assim aprendi o verdadeiro sentido de tantas coisas e caminhos.



sábado, 28 de julho de 2012

É cerveja e é de graça :p

De saia azul, Thaís. Vestido rosa, Mayara e eu :p


Bem, não sou nenhuma alcólotra, mas gosto de beber. Amo tequila, margarita, cerveja! Cerveja é a bebida da galera, de sentar com amigos, conversar, beber, algo mais light... Acho que não se fica bebado com cerveja, só se for numa cervejada da vida, como já aconteceu comigo (saudades da faculdade, saudades das minhas amigas de faculdade).
Mas toda quinta feira, num bar pertinho de casa -The Taver- é "ladies night", cerveja, vodka e alguns drinques free, como trabalho de sexta, sempre tomo só cerveja (amo demais), tinha parado porque as meninas nem curtem muito, mas a Mayara voltou e passamos a semana esperando pela quinta-feira. Este bar tem vários pela cidade, uma vez fomos na quinta no do Wash Park, sexta do the downtown e sabado no uptown...rs O de downtown é mais para dançar, tem a parte aberta e é muito gostoso, mas o Wash Park é nosso favorito. Beber de graça, 5 minutos de casa, é para dar uma desestressada no meio da semana e para começar o fim de semana.
Quinta fomos eu, a Thaís e o Nate, cheguei em casa antes da meia noite, acordei com preguiça, mas depois de um banho ficou tudo bem e o dia de trabalho foi uma beleza, foda foi a tarde que peguei no sono e acordei com uma puta preguiça. Vi um pouco da abertura, subi e fiquei falando com os meus host e me arrumei voando!
Todo mundo fica adimirado com as bebidas gratuítas em Denver, tem outros clubes, mas de quinta é meio foda. Mas de sexta tem o Jackson, foi o segundo bar que fui aqui, primeira vez que saí com a Mayara. 5 dólares e open bar (15 para homem) :D ontem saímos para dançar, a Thaís é a nova au pair da familia que conversei (a host dela é irmã gêmea da host da Mayara), ela ama dançar e é super divertida (ela conheceu a Leticia que se mudou para Maryland, e que está vindo nos visitar). Decidi que não queria cerveja, ficamos na vodka com suco de cereja a noite toda (50minutos, porque chegamos super tarde), mas foi o suficiente para me deixar super alegrinha e ainda fomos para um outro bar que tem 500 mil tipos de vodka aromatizada, uva, morango, picles, tudo que você imaginar e depois comemos a melhor pizza do mundo.
Encontramos 2 amigos nossos americanos, super gente boa e um deles era aniversariante, eles são muito gente boas. Eu e o Nate ficamos dançando e cantando uma música do "melão" porque ele não consegue falar essa palavra, eles são a esperança que ainda tem americanos gente fina. Ensinamos que eles não são da "América" mas todos Estados Unidos e agora eles sempre corrigem quando falam algo assim, super divertidos.
A Mayara foi para Vail agora, eu quis ficar, quero dormir, já que 8am to mais que acordada porque deusulivre, povo barulhendo mano! Meu sonho é deitar as 4am e acordar meio dia, é pedir muito? E ainda estou sem carro agora de manhã.
Hoje quero alugar uns filmes, organizar umas coisas, dar uma voltinha e desncasar. Amanhã vou num jogo de baisebol com a minha familia e depois num churras com as meninas.
Eu amo meus fins de semana (que começam na quinta) e não sei se teria conseguido ficar se a Mayara não tivesse voltado.Somos só nós duas agora, a Laura é uma linda, mas tem a vida dela (ela casou, fique tão tão feliz!) e estou muito feliz que a Thais está aqui. Espero fazer novas amizades, mas nem procuro e nem me despesero por isto, só pelo fato que minhas amigas foram embora... Sinto um vazio enorme, não acredito que a Tassi se foi, a Lores está indo.

Mas é isto, este mês estou inspirada. Sair em Denver é baratinho!!


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aspen-CO










Este fim de semana foi lindo, foi leve, foi magico, foi tão, mas tão especial!

Para quem acompanha o blog desde o começo ou leu os post do meu treinamento, se lembram que eu dividi quarto com uma menina da Nova Zelândia, a Julia, por mais que eu quisesse ter ficado com a Jéssica, foi ótimo ficar com ela. Primeiro porque me obriguei a "falar" em inglês e segundo porque ela é uma pessoa incrivel e eu poderia não ter tido a chance de conhece-la melhor. Ela foi a primeira pessoa que vi nos EUA, que viu como eu cheguei, meu inglês, meus medos e minhas expectativas.
Eu vim para Denver, a Julia foi para Aspen. Aspen é uma cidade bem no "topo" das montanhas, rodeada por trilhas, rios, natureza de todas as formas, cidade cara e de gente rica...rs Três horas e meia de Denver e depois de um ano fui reencontrar a Julia e me apaixonar mais pelo Colorado.
Pedi o carro para minha host, ela disse okay e fui. Cheguei sexta-feira umas 10:20 pm, a Julia ainda estava trabalhando (a familia dela tem 2 au pair e elas moram em outra casa), a esperei e foi lindo demais ve-la! A primeira coisa que ela comentou é que eu tava tão "small", afinal, 13 kg a menos fez diferença :D. Conversamos, ela mostrou A casa, A varanda, e mesmo a noite eu sabia que aquele lugar era mágico! Como ela mesmo disse, apesar de termos história de vida diferentes, temos a mesma visão de mundo e a sensação de que nos conhecemos a tanto tempo (mantivemos contato este ano todo e ela sempre se preocupou muito comigo, uma fofa).
Sábado acordamos, tomamos café, tomei um banho e fomos para Maroon Bells, é um "complexo" que tem um dos lagos mais lindos dos EUA, alias, do mundo. Fomos de carro, dividindo a pista com ciclistas, coisa linda de ver, demos carona para 2 caras que iam fazer hiking por 10 horas só naquele dia, muito pra mim, mas ok. Gente, quando eu olhei aquele lago (Maroon Lake), aquelas montanhas, todo o verde, o céu azul, me deu um arrepio tão grande e naquele momento eu sabia que eu amava demais a natureza e que de alguma forma, eu era tão grata por ter visto tudo aquilo. Senti uma sensação de infinitude, imensidão... Caminhamos uma hora e meia e chegamos no segundo lago, Crater Lake, lindo demais! A trilha é sensacional, apesar do cansaço, cada detalhe da vista valeu a pena. As flores, plantas, árvores, as pessoas! Todos se comprimentando, muito legal. Foi demais!
Paramos para comer no meio do caminho de volta e a Julia passou reto na estrada e decidimos ir para Aspen e depois ir para o vilareijo histórico que era nosso primeiro plano. Mas foi ótimo, a cidade é linda, é viva, é histórica, é tudo. Paramos na feira e comemos uma sobremesa, tipo cocada com chocolate, amei! E as lojas?! Uma mais linda que a outra, paramos para tomar um chá (de camomila, meu favorito) e em uma galeria. Preciso confirmar o nome do fotrográfo, mas foi uma das exposições mais lindas que eu ja vi.
Depois fomos para Ashcroft Ghost Town, um vilarejo histórico o qual ainda é possível ver algumas "casas", o hotel, barbeiro e o carreio, MUITO lindo! Imagina um vilarejo no meio das montanhas, de toda aquela natureza, longe de tudo e 10,000 pés do nível do mar? Imagina no inverno, morar la, sair de la e tudo mais? Sei que é do século XIX, tinha uma casa sem teto e lembrei daquela musica "era uma casa muito engraçada", me senti tão bem! E nas "parades" do hotel tem inscrituras de 100 anos atrás, muito lindo.
Fomos para o mercado e depois para hot tub tomar um vinho, ver algumas fotos, a casa dela fica num lugar espetacular, eu morreria cada vez que acordesse com aquela vista! Fizemos janta, nos arrumamos, conheci o namorado da Julia
Fomos para Aspen (ela mora em Basalt, 20 minutos de la) e entramos num bar bem bacana, eles ficaram jogando sinuca e a Julia comprou margarita para gente! Delícia.
Depois fomos comer pizza e tomei uma cerveja, voltamos para casa dela e domingo eu acordei umas 9:30 . Fui comprar leite e ela fez panqueca, com receita caseira e tal. Depois fomos para um parque florestal aonde vi o rio mais lindo deste mundo. Íamos alugar um boat de pedal, mas tava tudo reservado :(. Mas valeu a pena, eu queria muito ter entrado na agua, mas não tinha outra roupa... Tiramos muitas fotos e foi lindo. A vista até chegar la é fora da realidade, eu NUNCA vi um lugar tão lindo em toda minha vida.
Fomos para outro ponto do rio e ficamos la, admirando o mundo... Eu estava desacreditada como tudo era lindo e como eu estava em paz...
Descemos e fomos almoçar num lugar bem gostoso, ficamos conversando e depois andamos pela cidade dela... Infelizmente chegou a parte de vir embora, mas com a promessa que em setembro ela vem me visitar.
Valeu muito a pena, eu achei que ia gastar mais, mas no final com gas e tudo não deu nem 120 dolares eu acho... E voltei pelo meio das montanhas! Meu Deus que aventura! A vista era perfeita, passei por outro vilarejo fantasma, mas que medo. Tinha trechos que eram 15 miles/hora e tinha espaço para um unico carro, eu conseguia ver aquele buraco embaixo, estava a mais de 12.000 de altitude, sozinha, mas foi muito gostoso.
Valeu a pena e voltei pensando na vida, em tudo que eu preciso fazer, nas decisões que eu tenho que tomar, que estou num lugar lindo demais. E o mundo é muito maior do que eu sempre imaginei e em uma dimensão diferente.
Recomendo a todas meninas que incluam o Colorado nas férias, vale muito a pena! AHHHHHHHHHH ganhei uma bike da Julia, estou tão, mas tão feliz! Agora quero ser mais e mais saudável e explorar este lugar lindo de Deus e do mundo.

Beijo meninas e menino ?!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

NYC e Boston!










Sei que estou atrasada neste post, mas é que eu precisava desabafar um pouquinho pra variar, porque se não parece que minha vida é só festa e não é não! rsrsrs

Bem, quando os avós vieram, eu teria 2 dias off (maomenos né, porque teria que repor), mas a Lores tinha compromisso e eu ir para NYC era tudo que queríamos, então falei para minha host que eu trabalharia esses dias, mas se poderia ter 2 dias offs no começo de julho e ja aproveitava o feriado (primeiro perguntei se ela trabalharia, ela disse que não) então falei se tudo bem voltar na quarta e tava okay.
O plano era ficar o fim de semana em NY e depois ir para Boston, falei com a Letícia e ela disse que também poderia ir (ela mudou para Anapolis, mas era au pair aqui no CO). Viajei na sexta as 6pm, depois de 2 dias trabalhados como louca, sem dormir, sem nada. Deixei meu carro no aeorporto e fui. Cheguei em NY antes da meia noite, mas tinha perdido o último bus, então peguei um shuttle que me deixou na esquina do hostel (o qual demorei anos para achar), nisso trocando text com a Lores (como sempre, tivemos um draminha, macumba on line como ela disse... o bus dela foi cancelado, mas ela comprou de outra companhia e foi tudo certo).
Estava la, perdida na Times Square, primeira vez em NYC e escuto alguém me chamando e me abraçando, coisa mais linda do mundo, nosso reencontro! Nem preciso dizer que estava explodindo de felicidade né? Deixamos as coisas no hostel, roubaram a cama da Lores, fomos comer uma pizza e tomar uma beer no bar do hostel (super recomendo, na melhor localização, café da manhã) e dormir.
De manhã tomamos banho e tomamos café e a Leticia me ligou, 5 meses sem vê-la, foi tão lindo! A Leticia é uma das pessoas mais lindas e queridas que conheço, sempre feliz, brincalhona, parceira! Ela comeu, fomos para o Empires State e a Lores foi encontrar a Di, amiga dela. Depois nos encontramos na Grand Central Station e ainda reencontrei a Jéssica e a Larissa. Andamos um pouco, almoçamos, tiramos fotos e depois fomos para o Brooklyn. Sei que tiramos muitas fotos, paramos para uma beer e depois maior correria para nos arrumarmos, imagina 4 para tomar banho e etc.
Fomos para Pacha, maior decepção, a balada é boa para quem só curte batidas, tava zonzinha e com dor de cabeça, bebida caríssima, sorte que entramos de graça. Se não tinha chorado viu. Mas dançamos e a noite foi boa. No dia seguinte turistamos mais, estava acabada e umas 11pm pegamos o bus para Boston. Nos despedimos da Leticia a tarde, triste, mas feliz porque sabia que iria vê-la em breve.
Eu tava tão exausta que consegui dormir, chegamos em Boston era 5 am e a Lores ainda iria trabalhar. Chegamos na casa dela, tomamos banho e eu dormi até quase meio dia. Conhece as kids dela, muito lindas, o menino uma graça e a menina parece uma boneca de tão linda!
Fomos para Cambridge, conhecemos o campus de Harvard e conheci o Thi, amigo da Lores, super gente boa. Paramos num par irlandês e bebi a bebida que meu host recomendou, foi uma delicia!
Terça foi demais, acordei, a Lores me deixou na estação e fui para Boston, fiz a trilha da liberdade, explorei a cidade e me apaixonei! Meu Deus que cidade mais linda, tirando SF é outro lugar que moraria fácil. Ela é limpa, é história, eu amei demais!
Passei pelo memorial do Holocausto e foi lindo demais, chorei, pensei, fiquei triste, andei. Depois fui parada por uns dançarinos e eles nos pularam, muito engraçado. Tinha um lugar com beer por 2 dólares, tomei duas e a Lores me pegou.
Jantamos uma pizza inteira, só nós duas, mais duas coronas e fomos para o bar favorito da Lores. Eu tinha andado o dia inteiro, sem tomar banho, só troquei de blusa e coloquei uma sandália... Tadinho do Thi aguentando a gente, mas né, quem manda ser o unico guri com a gente.
A marinha do Brasil, Canadá e EUA estavam na cidade, aquela cidade cheia de marinheiros tava muito massa, tinha marinheiro de todos os jeitos, mas eles queriam era se divertir e foi muito gostoso! Dançando até o chão, cantando no karaoke, conversando. A cerveja tava 1,5 e margarita 4 dólares, sei que bebi demais e me divertir demais.
Lá era a minha cara, descontraído, bebida barata, gente bacana e ainda estava com a linda da Lorena, não poderia ter tido uma noite tão perfeita. Me diverti demais e num ponto da noite eu sabia o que aquilo significava, que tive um ano lindo com ela, mas que no dia seguinte era hora de nos despedirmos e que não a veria tão breve. Choramos, choramos, choramos, sim no meio da balada.
Quarta dormimos até tarde, porque tadinha, a Lores merecia. Fomos comer num restaurante brasileiro, uma delícia comi demais!! Fomos para Boston, mas não achamos parking, ai tivemos que ir em outra cidade. Fomos no Charles River ver como era celebrado o 4th July e foi muito gostoso, mas estavámos exaustas! Ficamos la enrolando e aí chegou a hora, a Lorena me deixou no aerorporto e no momento que entrei, sabia que parte de mim tinha ficado, ali, em Boston. Estava feliz pelos dias lindos com as meninas, foi tão gostoso, tão divertido, me mostrou que amizade pode sim ser vivida a distância, mas ao mesmo tempo foi tão triste. Foram 5 dias com ela, e eu estava indo embora...
Chorei, chorei, chorei.

Mas esta viagem fechou tudo que eu queria, alias, mais do que eu achei que poderia realizar. Tirando setembro, eu viajei todos os outros meses que estou aqui, fui para California 3 vezes, Las Vegas, Gran Canyon, Chicago, Boston, NYC, Florida, Montanhas, Japão, Barcelona, Florença e Paris! Fim de semana estou indo para Aspen, mês que vem para South Dakota.

Se cuidem meninas, volto em breve :)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Relacionamento com minha host family!

Post este que pensei em postar umas 4 vezes, escrevi umas 2 e desisti umas 3!

Mas né, com 11 meses aqui, espero que nossa relação não mude e se mudar, que seja para melhor, para fortalecer laços, para ser melhor do que ja é.
Antes de vir eu pensei tanto no programa (como disse a Lores, namorei o intercâmbio por quase 6 anos!), mas no geral eu queria era ser respeitada e tratada com dignidade, além de um bom schedule, carro e etc...rs Mas quando comecei a falar com a minha host, trocar nossos emails gigantes, me apaixonei e vim cheia de planos, torcendo para tudo ser como parecia!
A realidade é bem diferente, não que seja ruim, mas é no dia a dia que você materializa coisas que não tem espaço nos seus sonhos. Você vê os defeitos, acorda estressada, tem problemas de comunicação, está sensível, ocupada e etc. Mas é só vivendo este momento para você entender o que é o respeito, o carinho, ser tratada com amor, ser reconhecida pelo seu trabalho e personalidade e etc.
Eu vi meu host no skype uma vez antes de vir e só, mas no caminho do aeroporto para cá já saquei que ele era um cara bacana e isto só intensificou observando como ele é um ótimo pai, marido, genro e amigo. Mas começamos a ficar mais próximo depois que decidi ir embora (em novembro do ano passado) e posso dizer com todas as letras e bem alto que ele é o melhor host dad que existe e que admiro ele em muitos sentidos.
Meus host tem 32 anos, são jovens, bem resolvidos, então meio que temos uma relação interessante. No começo eu era muito na minha, muito discreta, agora converso com eles sobre tudo, bebo em casa, fazemos esquenta aqui, subo de pijama e descabelada, enfim, temos uma relação muito gostosa.
Mas antes disto tivemos muito drama, eu e minha host, porque ela que sempre me falou sobre obrigações e etc. Entramos neste programas com muitas espectativas e foi dificil, porque nos frustramos demais uma com a outra, pela falta de comunicação, por eu estar muito quieta, por ela exigir demais e se dar de menos. Mas encontramos nosso caminho e nosso esquilibrio, mesmo depois do rolo todo na Disney.
Não que minha host me trate como best friend, apesar de conversarmos sobre tudo e ela saber tudo sobre minha vida pessoal (acho muito importante, porque ela sabe exatamente como eu sou, afinal eu moro na casa dela e cuido dos filhos dela), eu ainda a trato com certo respeito/distanciamento por ser minha "chefe". Mas ela é muito protetora e as vezes parece uma irmã mais velha, sempre quer saber onde eu vou e toda vez que viajo deixo meu itinerário, telefones e etc... Ela é muito justa e isto pode ser bom ou "ruim". As vezes acho que ela é meio bipolar, mas desencanei que é algo pessoal, é o jeito dela. Ela é batalhadora, sensível, mas tem uma personalidade muito forte, mas ela é assim com todo mundo. Enfim, eu gosto muito dela e sou grata por toda a paciência dela comigo, sempre respeitou minhas decisões, desde as referentes as férias ou sobre deixar o programa ou estender. Ela nunca tirou vantagem de mim sobre nada.
O meu maior problema em relação a ele é meu guri, que quando ela está perto é uma outra criança e isto causou muitos problemas entre a gente, mas agora superamos isto e ela sempre me da força quando preciso, me apoia em qualquer decisão, me abraça quando estou triste, me agrade por tudo e agora que ela sabe como meu menino é um lindo comigo, sempre me agradece e sempre fico emocionada com as palavras dela. Este é o problema e a parte linda de tudo, temos uma relação muito intensa.
Meu host é demais, um cara simples, batalhador, com um coração do tamanho do universo e uma visão de mundo de se admirar. Ele me respeita demais e me trata como amiga, parte da família e agora temos muita liberdade um com outro (antes conversamos muito pouco eu acho), me sinto a vontade de fazer piadas dele e ele de mim. Quando ele está em casa me ajuda demais, tem dias que subo e ta tudo arrumado, ele deu café da manha para as kids, arrumou o almoço do meu guri e tudo.
Pequenos gestos dele me deixaram muito feliz, muitos eu ja citei aqui, mas esses dias de novo eu trabalhei demais, umas 14 horas direto, ele ficou tão sem graça e pediu desculpas várias vezes, me ligou, mandou mensagem e quando voltou me trouxe um copão de sorvetes para agradecer o dia longo que tive. Ele deu os ingressos para a festa chique que fomos e hoje me mandou uma foto do mercado de um ceral com bolacha que ele comprou para mim, porque ele sabe que não como nada de manha. Ja ficamos conversando horas e horas, sobre filmes, faculdade, sonhos, profissão e etc e ele me trata com tanto respeito, que me faz sentir bem e em casa aqui.
Depois de todos os altos e baixos eu posso dizer com certeza "tenho a melhor host family do mundo, a melhor que eu poderia ter"!
Os dois formam um casal lindo, cheio de amor e são loucos pelas kids (de um jeito bom e as vezes meio complicado), eles são tão humanos, tão justos, tão lindos e com principios que eu admiro demais. E eu faço parte de tudo isto agora, me sinto acolhida, amada, valorizada. Eu não sei como vou "deixar" de fazer parte da vida deles, estamos tão bem, como nos mudamos juntos para esta casa, é como se sempre fossémos nós 5 e eles sempre fazem questão de deixar claro o quanto me amam e que sou parte da vida deles.
Eu acho que parte disto é pelo meu trabalho com as kids, minha host sempre falou que nunca teve dúvida sobre a segurança das kids, delas serem amadas e bem cuidadas, mas agora é ainda mais que isto, porque é notável no comportamento delas a forma que eu cuido deles e isto me deixa muito feliz e eles também.
Nosso relacionamento nunca foi um conto de fadas, passou de empolgação, para frustração, distanciamento, mas nunca indiferença, eu sou apaixonada pela minha host family e mesmo nos dias dificeis eles já parte de mim, pessoas eu eu admiro, respeito, amo e que vou sentir o maior vazio na hora de dizer adeus.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Não é justo e nunca vai ser!

Posso viajar mil vezes, posso ter um ótimo como Au Pair, a vida pode ser feita de escolhas, mas nunca vai ser justo dizer adeus. Não concordo, não aceito, choro e sofro com cada despedida, cada promessa vaga de que nos encontraremos de novo, cada "até logo".
Esta semana a Kathi, minha única amiga estrangeira (além da Johana que já foi embora), está voltando para Alemanhã, alias, ela esta para embarcar em qualquer momento e ontem nos encontramos pela última vez e desabei no meu caminho de volta. Cheguei chorando e minha host já soltou um "ô ôu" que sempre começa nossas conversas tensas..rs E disse que estava muito triste e não aguentava mais me despedir das minhas amigas, ela falou que era o preço desta aventura, preço este muito alto, o qual não quero mais pagar.
A Alemanhã é tão longe e vou sentir tanta falta da Kathi! Sou eternamente grata e ela por ter insistido em nossa amizade (ela mora longe, menor de idade), mas mesmo assim tivemos muitos momentos lindos, ela é tão parceira, divertida, inteligente e sempre fez de tudo para darmos certos.
Sábado a Tassi vai para Massachusetts e de lá para o Brasil, apesar de brigarmos muito, das nossas idas e vindas, ela marcou meu ano e é muito importante para mim e vou sentir muita falta das nossas conversas bestas, de dividir minha cama, de irmos fazer compra ou só bater perna.
E nem preciso comentar da Lorena né? Ela, assim como nosso reencontro terá um post a parte :p. E para ajudar acabei de saber que a Carol ta se mudando depois de amanhã, rápido assim!
Sei que das minhas amigas de "raiz", somos apenas eu, a Mayara e a Laura. Mas cada uma tem sua vida, embora veja a Mayara todos os dias, de fins de semana cada um tem seus compromissos. Aí penso mais uma vez que eu poderia estar indo embora.
Ja me despedi das minhas amigas do Brasil quando fui para o Japão, das minhas amigas quando voltei, encontrei amigas lindas de faculdade, me despedi, me despedi para vir, esta é uma palavra chata que persegue meus dias, minha vida e estou tão cansada de tudo isto.
Será que um dia crio raízes?!
A gente promete que será para sempre, mas depois de muito tempo, percebemos que nem sempre é. Ta que sou grata a vida por ainda ter amigas de infância, de 20 anos atrás, as se eu pudesse manter todas as minhas amizades, que naquele momento foram sinceras e eternas, eu seria tão feliz!

Bem é só mais um desabafo :(

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Desabafo.


Postei ontem e cá estou eu de novo.

Eu nunca tive tanta coisa passando pela minha cabeça de uma vez só, e quem me conhece sabe o quão vivo num mundo paralelo, sonhando, vivendo, querendo algo diferente. Ontem ja desabafei horrores no grupo de au pair, com a avó das kids, com o Fer lindão e ainda tenho muito mais para dizer. Tô precisando de colo de mãe (embora a minha não seja muito boa para essas coisas... rs), nem sei se deveria estar escrevendo essas coisas aqui, já que minha angustia não é algo público ainda.. :p
Eu fico super brava com o Fer quando ele fala sobre meu sonho de ser Au Pair, porque na verdade não é e nunca foi sonho, mas um objetivo antigo, o qual eu precisava viver. Sonho mesmo eu não sei o que é, se era terminar a faculdade, terminar um mestrado, ir para doutorado, ser uma ótima professora, uma pessoa melhor... Na verdade acho que meu sonho era casar com o Fer da forma que sempre "imaginei", sonhava em ser mãe, sonhava em ter uma vida feliz, numa casa feliz. Mas ao mesmo tempo sonhava em ser livre, viajar, aprender, conhecer e ser alguém importante no mundo. O problema é que tenho muitos sonhos e a vontade louca de viver tudo que quero, mas depois de muito tempo, aprendi ser o centro da minha própria vida o que é ótimo, não abro mão e recomendo, mas aí eu acabo abrindo mão de outras coisas.
Sou muito intensa e muitas vezes não penso antes de tomar certas decisões, ao mesmo tempo deixo de viver minha vida por outras pessoas, por outras razões. O problem é que eu justo num ponto importantíssimo de mim, eu não sei como fazer e este ponto é o amor.
Eu estendi por mais um ano, mas meus host sabem que certeza mesmo é que eu fico até novembro e não sei se vale a pena todo o sacrificio para ficar um ano e estudar aqui, sendo que posso estar no Brasil de graça e ainda no conforto de estar no meu país. Mas somado a isto, tem alguém que tem me feito pensar no que fazer da minha vida, no que é sonho, objetivo, realidade.
Novidade nenhuma é que esta pessoa é o Fer lindão, o menino mais lindo deste mundo, que eu ainda amo muito e que tinhámos um "pacto" um ano atrás.
Nele dizíamos que um ano passaria rapidinho, que apesar da saudade, da carência, da vontade de estar com um outro, do choque de horários, das nossas mudanças, em um ano estaríamos juntos e que neste período, se tudo desse certo, ele ainda viria ficar comigo. Eu jamais admiti isto para ninguém (porque sou ortodoxa demais em relação a certas coisas e isto iria contra meus principios bobos), mas eu estava tão imensamente feliz e completa e só consegui vir (dificil de escrever, assuimir) porque ele estava comigo. Porque ele me ajudou em cada mínimo detalhe deste processo de au pair e cada detalhe pequeno e grande da minha vida e a naquele momento eu jamais viria se eu soubesse que nosso relacionamento estaria em risco.
Então eu vim, ele ficou, e nos prometemos que seria apenas um "até logo".
Eu vim determinada a aproveitar cada instante da meu ano e nos momentos mais tristes, ele estava comigo, me apoiando e tentando me mostrar o porquê das minhas escolhas, que eu precisava viver, me destrair, me divertir... Em todos os momentos ele foi aquela pessoa que apoio meus desejos loucos, minha impulsividade, me deu colo no meu desespero e na minha tristeza. Eu entrei em várias crises e pensava que era melhor terminarmos, embora eu não conseguisse imaginar minha vida sem ele, talvez pelo fato de estarmos longe e eu estar "só" aqui, se tornou algo natural, aceitável e eu achei que era assim, o fim. Porque meu foco era o aqui, era o agora, era meus objetivos, era a minha vida.
Mas a minha vida era eu e o Fer, e por mais que eu acredite que temos que pensarmos na gente em primeiro lugar, de forma alguma o nosso "nós" era algo doentil, ou obsessivo, ou triste, ou que privava um de nós de lutarmos pelos nossos sonhos, pelo contrario, o nós me fez acreditar que eu poderia aguentar e aproveitar meus quatro anos de faculdade, que eu poderia vir para cá, que eu poderiar dar aulas, que eu aprenderia inglês. O nós nos mostrou que o Fer dava conta de trabalhar e viajar para Londrina toda semana para fazer a pós, de passar no mestrado, de conseguir uma bolsa, de que ele poderia ser alguém melhor, de que eu poderia ser melhor. O nós nos fez crescer de tantas maneiras (embora eu ainda precise de muito mais), é um nós bonito, romântico, que nos motiva a sermos alguém melhor. Ja superamos tanto, já aprendemos tanto, nos amamos de tantas maneiras diferentes, que eu sei que sou boba de não aproveitar.
Minhas amigas sempre falavam que o Fer era um namorado perfeito, que muitas meninas davam tudo para ter alguém como ele e eu sabia que era verdade. Depois de muitas idas e vindas eu sentia que éramos perfeitos um para o outro, que tinhamos atingido um ponto do nosso relacionamento que era real, mas também era um sonho. Um sonho lindo de ser vivido diariamente, não existia nada mais gostoso que passear pelo mercado, de não fazermos nada juntos, de dormir olhando aquele menino lindo.
Antes que me xinguem ou me chamem de boba, eu tinha meus motivos e fiz uma escolha, os motivos era certos, mas escolha foi muito errada. Sei que não é certo tomar uma decisão a distância, eu sinto que precisamos nos ver, conversar, eu preciso daquele beijo... E preciso de uma escolha. Eu queria parar de pensar que é fraqueza, porque não é, é amor, é escolha. Eu quero vê-lo loucamente até novembro, quero abraça-lo, quero viver os sonhos bobos de sempre.
Nós tinhámos um "pacto".
O de ser feliz, de sermos pessoas melhores, de conquistarmos nosso espaço no mundo, de dividir nossas conquistas, nossos medos e multiplicar nosso amor, é brega, é clichê, é verdade. Um relacionamento só vale a pena se ele te traz felicidade, se ele soma algo a sua vida, e o Fer sempre me deu muito amor, respeito, amizade, companherismo.
Você ainda é o dono do meu coração e meu sonho é aquele sonho, entre todos os outros sonhos, eu quero sonhar com você.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

11 meses

em Denver!

Meus 11 meses na América foram comemorados domingo, de uma forma linda, com as meninas mais lindas da minha vida! Só para adiantar, a Lores e a Leticia, mas nossa viagem para NYC e Boston merece um post especial.
Eu não consigo parar de pensar que poderia estar indo para casa em um mês, o quão lindo isto seria, mas ao mesmo tempo eu não ia MESMO conseguir me organizar para ir embora agora. Mas acredita que ainda nem contei para minha familia no Brasil que vou estender? Agora é oficial mesmo, os documentos estão chegando, e estou feliz, mas né.
Não estou cansada, acho que estava mais estressada uns meses atrás, meio que as coisas são mais brandas, mais fáceis agora do que era no começo. Estava conversando com a Lores e lendo no blog, eu sofri demais no começo com meu guri, gente ele é outra criança (quando está só comigo). Doce, educado, lindo, me ouve, brinca, a coisa mais fofa deste mundo. Minha delicia eu vi crescer e agora me da muitooo trabalho. Não entende, não escutava, faz birra, mas é diferente, porque sei como lidar... Um ano quase, acreditam? Eu não. Depois do meu quinto mês, aqui tempo passou rapido demais.
Meus dias são cheios, trabalho, mesmo trabalhando sempre faço algo com eles, mas aí estudo, vou para academia, saio, até sinto falta de ficar em casa.
Eu estou com saudades de alguém em especial, não deveria, mas estou e que saudades! Mas é isto. Estou muito feliz e satisfeita aqui, feliz 11 meses!!!!!

  • Fui para NYC e Boston
  • Fiz aniversário
  • Recebi cartas lindas
  • Chorei de saudades do Fer
  • Estou no mesmo peso
  • Me despedi de pessoas lindas
  • Reencontrei outras
  • Me senti amada e querida pela minha host family
  • Voltei a estar confusa