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Lista de Desejos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Skydive

Quando eu era criança, eu tinha um sonho, o sonho de voar. Mas não voar dentro de um avião, tendo que dividir a máquina com umas 200 pessoas e ter a sensação de estabilidade maior do que tinha em solo firme. 
Queria a sensação de ter asas, de pular de algum lugar e voar, voar e voar. 
Eu não sou fã de montanha russas, morro de medo de altura, vou em certos brinquedos chorando de medo, e nem precisa ser tão grande assim, tenho medo e não gosto. Mas saltar de pára-quedas sempre foi um sonho antigo, achei que saltaria em Vegas, depois da Califoria, mesmo aqui no Colorado e nada. Lembro que a Thais comentou de uma promoção, mas era em Ulta e sempre tive a esperança de achar uma por aqui. Eis que umas 2 semanas eu vi uma no LivingSocial e quase morri, agitei a galera e compramos. Com a promoção e mais o desconto, saiu por 100 dólares e paguei mais  80 das fotos, mas tudo ok! Meu último ítem daquela lista imensa que eu fiz antes de vir (falta o Fer vir me visitar), mas último que dependia apenas de mim e eu realizei.
Fomos eu, a Mayara, Angelo, Rayssa e Amanda. 
Saltar não era apenas realizar um sonho antigo, mas foi a ratificação que sonho é algo provisório, é um pulo para realidade.
Um minuto eu estava em solo firme me despedindo da galera, outro estava tentando entrar naquele avião minusculo, dividindo espaço com o piloto, meu instrutor e o fotográfo/cameraman mais engraçado do mundo. Um minuto era sonho, outro realidade. O avião foi subindo, e sobrevoamos pelo meu Colorado amado! Eu pensava que o salto seria demais, mas nunca parei para pensar como seria ter um vôo particular, de sentir o avião subindo e revirando muito! Como seria ver lugares que ja fui visitar aqui, mas de tão alto e longe. Foi lindo, 20 minutos que eu só conseguia sorrir e agradecer a vida todas as oportunidades que ela me deu, e a minha persistência de sempre por algo na minha cabeça e ir e fazer!
Eu estava tão feliz, tão realizada, tão cheia de orgulho. Naquele momento eu senti literalmente a transição entre sonho e realidade. E foi avisado que era hora! Aquele vento indiscritivelmente gelado e forte nos nossos rosto, a sensação de infinitude de ver o mundo de tão alto, metade de mim estava dentro do avião, metade estava prestes a voar!
E foi quando eu atingi aquilo que eu achava impossível: eu voei! Voei de uma forma única, aquele frio que cortava (deveria estar uns -30 C), aquele vento que mostrava como era tão alto. Eu não estava sozinha, mas sentia que estava, que era o meu momento! 
Depois de voar, senti que flutuava, guiei nossos para-quedas, comecei ver o mundo que eu eu conhecia mais de perto, gritei tanto de felicidade e logo chegamos ao solo. Uma chegada leve, mas com um final bem engraçado. Comi terra, tremi de frio, mas só pensava que eu queria mais e mais! Que se eu estava ali, era porque um dia eu quis muito e assim finalizei minha lista de desejos.
Quis conhecer os EUA, a Europa, rever minha familia, ver o maior espetáculo do mundo, quis sentir que eu era capaz tudo que desejei, se eu tivesse foco e lutasse por isto. E deu certo, é uma sensação de orgulho, de felicidade, de plenitude!
Foi lindo ver cada queda, vibrei com todos! Morremos de frio, fome, chegamos tarde, mas tenho certeza que aquele dia marcou muito nossas vidas.

Meu sonho se tornou tão real e eu voei!







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