Se eu voltasse ao tempo, no
período pré-embarque e mesmo durante meu primeiro ano de Au Pair, eu acho que
não acreditaria se alguém falasse que eu estaria voltando para os EUA, que eu
teria estendido, que eu passaria por isto tudo de novo, porque se despedir a
primeira vez é triste, a segunda é masoquismo. Agora é diferente, não tenho
mais fantasias, nem aquele tipo de medo,
e agora eu sei a dimensão do tempo quando estamos lá.
Um ano me assustava, 12 meses
parecia algo tão duradouro, entretanto não só um ano se passou, mas somei 3
meses e alguns outros agora virão. Vai ser difícil ficar longe daqui, vai ser
difícil me acostumar de novo ter uma família em outra língua, com outra
fisionomia, em um quarto diferente, em uma casa diferente e uma estação
completamente oposta.
Apesar de todo estresse, de ter
ido para São Paulo de ônibus e passado quase 20 horas dentro deste, consegui
resgatar meu passaporte e meus objetivos no Brasil foram realizados. Visto renovado,
abraço dados (embora não tenha conseguido ver todo mundo), prova e entrevistas
foram feitas e muito amor foi dado e recebido.
Ah! O amor.
Este continua aqui, nesse Brasil
lindo de Deus e da minha vida, um amor lindo, leve, um amor que me completa e
que me faz tão feliz. Amor real que supera os nossos estresses, nossas rotinas
loucas, que tem medo do futuro, mas ao mesmo tempo faz planos o tempo inteiro.
O amor é do meu melhor amigo, e meu amigo na verdade é o meu amor. Ah! O amor,
te pego e te tenho para sempre, chega logo março, por favor!
Estou no aeroporto de Curitiba.
Mas antes me despedi dos meus
amores em Londrina. Ontem passei um dia tão gostoso em casa, com a vó, pai,
Luciana, Fer, madrinha, padrinho, Rô... Me despedi da Jan, da Manu, do André,
da Gi. Me despedi da Lari e do Thi desde sexta, mas na verdade nos despedimos hoje, porque eles são
uns lindos e fizeram destes dias tão especiais e o último abraço no aeroporto
significou muito para mim! Do Fer também me despedi, daquele sorriso lindo,
daquele beijo mais gostoso que o mundo! Ah Fer, nem sei como agradecer tudo que
você significa e faz por mim, te amo tanto, tanto.
Ficarei aqui em Curitiba por mais
uma hora, paguei excesso de bagagem por uma mala vazia, que provavelmente
voltara lotada dos EUA, depois pousarei em Guarulhos e vou conhecer a linda da
Jú, que hoje iniciará o que comecei um ano e quatro meses atrás. Brasil,
treinamento e host family. Meu voo, entretanto será apenas 00:55, 11 horas para
Dallas, 3 horas de conexão e mais 2 horas e Denver! Espero que a Mayara possa
me buscar e a noite buscarei minha host family. Saudades.
Mas confesso que esta viagem
mexeu tanto com meu emocional, psicológico, e espero que o sentimento que estou
sentindo agora permaneça para sempre e sempre. Reflexão, preparação,
planejamento.
Eu sempre soube que a partir do
momento que voltasse ao Brasil, minha vida seria aqui e com tudo que está
relacionado a ele. Sem comparações, lamentações e com muita força e foco para
atingir meus objetivos de vida no meu país. Mas comparações como falei no post
anterior são inevitáveis, mas agora eu sei o que preciso trabalhar quando
voltar de vez.
Eu vou sentir falta dos EUA, da
minha família a qual eu amo demais e mesmo longe, se manteve presente, enviando
mensagens, emails, me ligando, vou morrer de saudade das minhas amigas, da vida
lá em si, mas o que me reconforta é que a Mayara mora aqui pertinho. Mas o que
quero dizer é que por mais que eu estranhe as paisagens, o comportamento, o
transito, eu nunca vou estranhar uma coisa: as pessoas! E são essas pessoas que
dão sentido a minha vida e eu não preciso de muita coisa. Minha família, meus
amigos, meu amor... Eles me deram tanto amor, tanto carinho e estar com eles só
comprovou o que eu sempre soube: meu lugar é aqui.
Aproveitarei muito meus meses nos
Estados Unidos, mas torço e rezo com todas as minhas forças que eu passe no
mestrado e que eu volte em março. Aproveitarei, mas já conto os dias para o
nosso reencontro, para começar reconstruir minha vida aqui, com uma bagagem
pessoal, de vida, cultural sem igual, que só foi possível devido está minha
vida de Au Pair.
Estou imensamente feliz de no
final tudo ter dado certo, de comprovar o que eu já sabia, do doce gosto do
reencontro, dos abraços, da cerveja no boteco, das festas na faculdade, dos
momentos com a galera, com a família, da rotina com o amor.
Brasil seu lindo, eu te amo
tanto! E agora digo com certeza que sinto um carinho imenso pelos EUA, que
sempre me acolheu tão bem e me deu uma nova história, uma nova família e novos
amigos.
Tem valido tanto a pena!
(Já estou em Guarulhos, já nada né, fazem 7 horas que estou aqui e tenho mais duas. Encontrei a linda da Ju, mofei um monte e no fim tinha net gratuíta no embarque, deveria ter entrado antes :p).
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Engordei depois de um ano e 3 meses.
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Matei quase todas minhas vontades.
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Senti saudade da minha host family.
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Mas pensei que eu deveria ter vindo de vez.
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Mas estou feliz pela oportunidade de ter 3 meses de despedida com eles.
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Feliz.

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