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Lista de Desejos

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um ano se passou...

Desde aquele triste e feliz outubro. Mais triste do que feliz, mas quando foi feliz, foi apenas tão perfeito. A felicidade diz respeito a uma pessoa iluminada, a Lorena, minha amiga, minha irmã, minha confidente, minha parceira, minha linda. Foi nosso primeiro encontro, dia 14 de outubro de 2011. 
Em outubro do ano passado o que me mantinha feliz era a nossa viagem para Chicago, a primeira dentre muitas , a primeira viagem nossa, era para acontecer, Chicago foi o lugar que escolhemos para materializar a nossa amizade. E a volta para casa me trouxe a maior depressão que eu jamais senti em toda a minha vida, em toda minha experiência enquanto Au Pair. Meu coração amanheceu apertado, foi ficando pequeno e sofri.
Aquele outubro foi tão diferente do que está sendo agora. Ele foi cinza mesmo com todas as cores da minha estação do ano favorita, ele foi frio mesmo quando estava quente, ele me deixava insegura. Eu tinha os problemas reais e os imaginários. Achava que não podia nada, quando no fim eu podia muita coisa.
Agosto foi lindo, setembro foi complexo, mas outubro foi estranho. E fui guardando coisas e coisas, que no fim explodiram em novembro, mas que no final, foi ótimo...Porque tudo que sinto agora, foi fruto deste processo doido.
Sou tão feliz. Sou feliz porque sou e estou seguro, se em tempos antigos eu tinha dificuldade com meu menino, chorava por me sentir incapaz de lidar com toda a situação, hoje tenho a plena certeza que ele é a luz da minha vida. Que a gente se entende, que a gente se ama, que ele dá sentido aos meus dias e eu dou sentido as fantasias reais dele. Se antes era difícil e trabalho, hoje, mesmo que cansativo, é prazer, é amor, é ternura. 
Meu bebê sempre me amou, me amou antes de eu mostrar que poderia cuidar dela, hoje ainda me ama, me chama, mas aquele bebê 8 meses, que não dava trabalho, só ria, dormia, comia e tentava engatinhar; hoje chora, me chama, diz o que quer, corre, fala português, faz birra, come menos, dorme menos e me da tanto trabalho! Mas é o meu bebê, a minha vida. E eu, ela e ele, somos parte de algo maior, que não há nada no mundo que possa explicar ou dar sentido.
Se em outubro eu sentia que minha host percebeu que algo estava errado, que estava desapontada, triste com a situação no geral, hoje sei que encontramos nosso caminho. Aprendi que somos diferente do que imaginávamos, aprendi a respeitar nossa diferença, aprendi a valorizar a forma que ela cuida de mim, se preocupa, me ama e eu a amo muito. Defeitos todos temos, mas sou feliz por tê-la comigo. 
E aquele cara bacana que eu trocava poucas frases por semana, agora passa horas conversando comigo, me ajudando a botar ordem nas crianças, ri das minhas piadas, eu dou risada e realmente entendo a deles. Continua me trantanto com tanto respeito, nunca, se que uma vez, me fez sentir nada menos que parte dessa família linda.
As amizades mudaram e permaneceram. A Mayara linda continua comigo, assim como a Lorena e a Jéssica. O adeus da Laura perdeu o sentido, porque ela voltou, a Naiara se foi... A Dani e a Tassi não estava ainda na minha vida como agora, nem a Kathi, mas elas se foram, assim como a linda da Leticia e da Rose, mas sempre serão as minhas meninas. Assim como tantas outras pessoas lindas que chegaram e partiram.
Este outono me dei de presente uma nova perspetiva de vida, a qual incluí admirar cada segundo deste outono lindo, de continuar indo academia, de cuidar do meu corpo e da minha alma. Me dei de presente novos objetivos de vida: passar no mestrado, manter as amizades, rever minha família, esmagar o amor de amor!
Antes estava aprendendo como usar o carro, hoje vou e volto, exploro, me perco. Sou feliz. Tenho TV e internet no quarto, um novo closet, novas atividades, novas músicas, um novo corpo. Não novo, mas quase do jeito que eu quero.
Em outubro passado eu chorava antecipadamente pelos objetivos que não alcançaria, que não mudaria a vida da minha familia, que a vida passaria por mim e eu assistiria de fora. Mas foi preciso chegar ao extremo da tristeza para lutar pela felicidade. Dizer "seja bem vida" e ter forças para mudar a vida das pessoas, para deixar eles mudarem a minha vida.
Ensinei meu menino a não jogar o sapato no carro, a guarda-lo na caixa assim que chegamos em casa, a não chorar por nada, a usar boas palavras, a não bater tanto na irmã, a dormir na hora certa, arrumar sua bagunça, a comer na mesa. Ensinei que ele pode me amar e que não importa que eu esteja no meu tempo off ou quão brava eu fique, eu sempre vou ama-lo! Ele me ensinou um amor terno, puro, me ensinou que um abraço significa tanto, que a vida é feita de realidade e fantasia e que a nossa realidade juntas é magia. Me ensinou a ser feliz.
Ela me ensinou o que é um amor incondicional, porque não há nada que explique aquele nosso primeiro olhar! Me ensinou que cada dia é valioso, que todos os clichês de mãe, tomaram conta de mim. Me ensinou a amar e dividir meu amor. Eu a ensinei a andar, comer sozinha, falar "agua", se comunicar... Eu ensinei-a a ser um peixinho, uma boneca, ser independente e tão amiga.
Outubro de outrora foi tão triste, mas ele precisava existir para nos dar tanta felicidade! Eu agradeço as minhas amigas, familia, amor, por não ter desistido de mim. Se em outubro antigo eu queria tanto ir embora, hoje penso como um dia irei e viverei sem eles, que fizeram e faz parte dos meus dias e dão sentido em minha vida?
O outubro se foi, este está se encerrando da forma mais linda e colorida.
Um começou com uma viagem,  o outro está se encerrando com aquela viagem.
Um me mostrou a tristeza, o outro a felicidade.
Um me fez querer partir, o outro me faz querer ficar.
Um me oprimiu, o outro me motivou.
Mas ambos os outubros fazem parte de algo maior, algo chamado EXPERIÊNCIA DE VIDA!
Mayara linda, parceira e eu!
Naquele basement de outro outubro.
Amores! Thais, Angelo, Shane e Anne.
Tão reconfortante ter as duas

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